Educação

Pais são majoritariamente contra volta às aulas

Consulta a pais de alunos matriculados na rede municipal de ensino teve 91% dos votos contra o retorno presencial das atividades

Se depender da vontade dos pais escolas municipais seguirão sem a presença de alunos

Da Redação


Pais ou responsáveis de alunos matriculados na rede municipal de ensino de Jacarezinho são majoritaramente contra o retorno das aulas presenciais agora. É o que indica o resultado de uma consulta pública virtual realizada pela secretaria de Educação do município que teve 91% dos votos contrários.

Realizada de 13 a 21 de agosto, a consulta pública teve 2.590 votos, dos quais 2.365 não concordam com a retomada do ano letivo de forma presencial. Outras 225 pessoas, o equivalente a 8,7% do total de opinantes, se posicionaram favoráveis ao retorno das aulas de forma presencial.

Jacarezinho contabiliza 4,3 mil alunos matriculadas nas escolas e CMEIs veiculadas ao município e a consulta teve como objetivo saber o que os pais e responsáveis desses alunos pensam sobre a possibilidade de retorno das aulas.

Entretanto, é importante esclarecer que a votação não tem caráter decisivo, sendo exclusivamente de cunho informativo. Recentemente a secretária municipal de Educação de Jacarezinho, Danielle Cruz, disse em entrevista ao Blog do Marcos Júnior que apesar de haver álcool em gel em quantidade suficiente nas escolas, não existe espaço para distanciamento adequado entre os alunos nem funcionários em número suficiente para fazer a higienização constante durante o tempo de aula. Na oportunidade a chefe de pasta afirmou ainda que acredita que as aulas presenciais não retornam em 2020.

Desde o começo da pandemia Jacarezinho já registra mais de 270 casos confirmados de Covid-19, com dois óbitos.

ESTAGIÁRIOS

A prefeitura de Jacarezinho, inclusive, rescindiu o contrato de cerca de 150 estagiários que atuavam nas escolas e CMEIs do município justamente pela falta de aulas presenciais. A interrupção dos vínculos trabalhistas aconteceu no começo deste mês e é mais um indício de que a secretaria de Educação local não tem planeja ter o retorno das aulas presenciais neste ano.

A decisão da prefeitura, apesar de criticada, tem fundamentação jurídica, uma vez que não estão acontecendo aulas na rede municipal de ensino há mais de quatro meses, quando houve o agravamento dos números da pandemia de Covid-19 em todo Brasil.

A justificativa foi que o município poderia se tornar alvo de denúncias por parte do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por manter esses contratos, que têm como finalidade o trabalho específico em salas de aulas, sem que esteja de fato sendo realizadas aulas presenciais. O custo para estes estagiários era de aproximadamente R$ 90 mil mensais.

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