Fake News

Sai do ar página acusada de fake news contra pré-candidata

Informações manipuladas tentaram atingir a imagem de Ana Maria Baggio Molini e coloca-la contra a opinião pública

Após desmascarar fake news, página anuncia sua exclusão
CRÉDITO: Reprodução

Da Redação


A página do Facebook, denominada “Ribeirão Claro Notícias”, que veiculou informações falsas sobre a pré-candidata a vice-prefeita do Município, Ana Maria Baggio Molini, emitiu uma nota de esclarecimento, bem como anunciou sua exclusão, após reportagem veiculada pela Tribuna do Vale, desmascarando as informações falsas noticiadas.

A postagem criminosa, caracterizada como fake news, foi veiculada na quarta-feira, 19, e causou repercussão no município, causando constrangimento à pré-candidata, visto que o processo judicial citado pela página, ainda está em andamento, sem qualquer sentença condenatória como a falsa notícia que manipular.

Em nota, a página da “Ribeirão Claro Notícias”, justifica que não houve a intenção, nem ingerência política quanto a divulgação da “matéria” sobre o processo vinculando o nome da pré-candidata, e direcionando a responsabilidade do fato exclusivamente para a página.

A fanpage reconhece que errou a divulgar de forma equivocada tal “matéria” sem checar devidamente as informações. E expõe um pedido de desculpas aos leitores. Em outra publicação anuncia o encerramento de suas atividades, bem como sua exclusão, mas até o fechamento desta edição a página ainda se encontrava ativa no Facebook.

Os atos relacionados à criação, à divulgação e à disseminação de informações falsas podem ser enquadrados em pelo menos quatro artigos do Código Penal, dos crimes contra a honra (arts. 138, 139, 140, 141-III), e também do Código Eleitoral, com penas que vão desde a aplicação de multas até a prisão e a perda de direitos políticos. 

Diante da situação, Ana Maria Baggio Molini, por meio da sua advogada, Adriana da Costa Ricardo Schier, emitiu uma nota de repúdio a qualquer ato deliberado que atinja a reputação de alguém. “Ainda mais em se tratando de divulgação de fatos reputadamente falsos, manipulando-se atos processuais e dando-lhes interpretação dissociada de suas finalidades jurisdicionais”, disse em nota.

FAKE NEWS – Segundo o Dicionário de Cambridge (tradução do inglês para o português) o conceito do termo fake news indica histórias falsas que, ao manterem a aparência de notícias jornalísticas, são disseminadas pela Internet (ou por outras mídias), sendo normalmente criadas para influenciar posições políticas, ou como piadas.

Com efeito, as fake news correspondem a uma espécie de “imprensa marrom”, deliberadamente veiculando conteúdos falsos, sempre com a intenção de obter algum tipo de vantagem, seja financeira (mediante receitas oriundas de anúncios), política ou eleitoral.

Diante dos fatos, a envolvida já acionou judicialmente a página em questão, bem como as pessoas que compartilharam a notícia falsa. Além disso, foi acionada a promotoria de justiça do município para providências cabíveis.

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