Destaque Santo Antônio da Platina Saúde

Paciente especial aguarda 3 horas e vai embora sem atendimento

Pronto Socorro volta a ser alvo de polêmica; população pede mais médicos nos plantões

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


A manicure Elza Maria Alves de Góis ficou revoltada após não conseguir atendimento para seu filho especial, de 15 anos, no último domingo (10), no Pronto Socorro Municipal de Santo Antônio da Platina. Segundo a denunciante, ela e o filho passaram três horas aguardando atendimento na unidade de saúde, enquanto o rapaz apresentava sintomas de febre, diarréia e vômito. Elza detalha que além de não ter sido bem atendida, a demora deixou o rapaz muito agitado pelo desconforto da longa espera, associada ao problema de saúde. Indignada com a forma que foi tratada no local, ela desistiu de esperar por atendimento e se deslocou até uma farmácia para comprar medicamentos, por conta própria, para amenizar o mal estar do filho.

Elza aponta que em filas bancárias/lotéricas, por exemplo, pessoas com necessidades especiais, gestantes e idosos têm preferência no atendimento nos caixas, e questiona por qual motivo, quando se trata de saúde pública, as pessoas com algum tipo de deficiência não recebem atenção especial? “Meu filho tem problema na parte motora, ele tinha que ter prioridade no atendimento, ainda mais com os sintomas que ele apresentava. Já vai iniciar as aulas e ele precisa estar com a saúde em dia, lembrando que ele ainda faz uso de medicação diária. Tomei a decisão de ir embora porque ele estava muito agitado com a demora, tinha poucas pessoas na espera. Acho que falta mais atenção no Pronto Socorro, são vidas que estão ali aguardando por atendimento e se estamos lá é porque precisamos de ajuda”, lamentou.

MAIS RECLAMAÇÃO – Um dia antes da denúncia de Elza, um bancário – que preferiu não se identificar – já havia relatado à equipe de reportagem o mesmo problema na unidade de saúde, a demora no atendimento do Pronto Socorro. “Há mais segurança do que enfermeiros e médicos naquele lugar. Santo Antônio já está com quase 50 mil habitantes e ainda não evoluiu no atendimento à saúde da população. Além disso, justificam as filas na madrugada das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) como cultura da população. Que cultura é essa? Quem é que gosta de ir de madrugada pra fila em busca de atendimento médico?”, questiona o morador.

O OUTRO LADO – A secretária de Saúde Gislaine Galvão informou no início da noite de ontem não tinha conhecimento do problema, mas garantiu que iria se inteirar do assunto e tomar as providências.

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