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O dia mundial de conscientização da violência contra a pessoa idosa em cambará

Cerca de 150 pessoas participaram de evento comemorativo à data.

Por Graça Maria

A Prefeitura de Cambará, através das Secretarias Municipais da Assistência Social, dos Esportes e Lazer e da Educação e Cultura, realizou na sexta-feira, 14 de junho, no Parque Alambari II, um evento em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado no dia 15 de junho. Cerca de 150 pessoas participaram do evento.

A secretária municipal da Assistência Social, Ana Paula Moro Rafael, abriu o evento, agradecendo a todas as pessoas que se fizeram presentes, aos técnicos do CREAS – Centro de Referência Especializada da Assistência Social, responsáveis pelo recebimento de denúncias de violências e desrespeito à pessoas idosas, às técnicas do CRAS – Centro de Referência da Assistência Social e ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa em Cambará, que tem como presidente, Maria Izabel Teixeira Olivato, aos profissionais das Secretarias dos Esportes e Lazer e Assistência Social, responsáveis pelas atividades aos idosos no município, às Unidades Básicas de Saúde que também oferecem vários serviços aos idosos, e convidou aqueles que ainda não participam das atividades, para fazê-lo.

A vice-prefeita e secretária municipal da Educação e Cultura, Claudia Batista, parabenizou o trabalho das Secretarias, agradeceu a presença de todos os participantes, e lembrou que a administração do prefeito Neto Haggi, tem como prioridade o bem estar da população.

Os professores de Educação Física, Vinícius Romano de Paulo e Diogo Costa, coordenaram algumas atividades físicas e caminhada aos participantes, o professor de Dança Rogério da Silva coordenou a coreografia de algumas músicas, e as equipes do CRAS e CREAS, promoveram uma Roda de Conversa, com “Propostas Temáticas Para a VII Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa do Paraná”, que terá como tema geral, “Os Desafios de Envelhecer no Século XXI e o Papel das Políticas Públicas”, tema da V Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

Os Eixos trabalhados junto aos idosos foram:

– 1 – Direitos Fundamentais na Construção/Efetivação das Políticas Públicas de Saúde;

– 2 – Direitos Fundamentais na Construção/Efetivação das Políticas Públicas de Assistência Social e Previdência;

– 3 – Direitos Fundamentais na Construção/Efetivação das Políticas Públicas de Moradia e Transporte;

– 4 – Direitos Fundamentais na Construção/Efetivação das Políticas Públicas de Cultura, Esporte e Lazer;

– 5 – Educação: Assegurando Direitos e Emancipação Humana;

– 6 – Enfrentamento da Violação dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa;

– 7 – Os Conselhos de Direitos: Seu Papel na Efetivação do Controle Social na Geração e Implementação das Políticas Públicas.

Ao final do evento, os participantes se confraternizaram através de lanche e sorteio de brindes.

– DADOS SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA:

Segundo a coordenação de Saúde da Pessoa Idosa, do Ministério da Saúde, o dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES), com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o combate das diversas formas de violência cometida contra a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.

A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa PNPSI, aprovada pela Portaria nº 2.528/GM, do Ministério da Saúde de 19 de outubro de 2006, tem dentre suas diretrizes “a promoção do envelhecimento ativo e saudável”, que visa dentre outras, realizar ações integradas de combate à violência doméstica e institucional contra a pessoa idosa.

Para a Organização Mundial de Saúde: a violência contra a pessoa idosa consiste em ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade física e emocional da pessoa idosa, impedindo o desempenho de seu papel social.

As formas de violência contra a pessoa idosa são diversas, dentre elas podemos citar: Física, Negligência/Abandono, Sexual, Econômico, Autoagressão, Autonegligência, Psicológica, entre outras.

De acordo com o art. 19. do Estatuto do Idoso (Lei No 10.741/2003, alterada pela Lei nº 12.461, de 2011) prevê que os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos, serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos: autoridade policial; Ministério Público; Conselho Municipal, Estadual ou Nacional do Idoso. Em Cambará, as denúncias são também direcionadas ao CREAS – Centro de Referência Especializada da Assistência Social.

A notificação compulsória de violências, é um instrumento de vigilância que identifica e qualifica os casos suspeitos ou confirmados de agressão que são atendidos na rede pública de saúde com o objetivo de implementar políticas públicas de atenção às vítimas. A notificação compulsória é registrada no sistema VIVA-SINAN do Ministério da Saúde.

O QUE FAZER QUANDO SUSPEITAR QUE UMA PESSOA IDOSA ESTÁ SENDO VÍTIMA DE VIOLÊNCIA?

Quando possível, deve-se conversar com o idoso e, se confirmada a situação de violência ou persistir a suspeita, comunicar aos órgãos competentes citados acima. Esses órgãos são os responsáveis por desencadear as medidas protetivas e de responsabilização. Nos serviços de saúde será realizada a notificação compulsória da violência e acionada a rede de atenção e proteção para o acompanhamento do caso.

CASO EU SEJA UMA PESSOA IDOSA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA, COMO PROCEDER?

Procure uma pessoa em que confie, fale sobre o que está acontecendo e peça ajuda a um profissional de saúde de uma unidade perto de sua casa, ou busque o Conselho do Idoso, Ministério Público ou Delegacia do Idoso. Em Cambará, procure o CREAS, que provisoriamente está funcionando na Avenida Brasil nº 988. É importante que os profissionais, familiares e cuidadores fiquem atentos à violência contra a pessoa idosa, pois nem sempre ela deixa marcas visíveis, ainda que seja constante. Além disso, pode resultar em lesões e traumas que levem à internação hospitalar ou ao óbito.

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