Tecnologia

Novo robô do MIT pode entender objetos que nunca “viu” antes

Novo robô do Massachusetts Institute of Technology (MIT)

Um Primeiro olhar…
A visão computacional – a capacidade de uma máquina de “ver” objetos ou imagens e entender algo sobre elas – já pode ajudar você a desbloquear seu novo iPhone sofisticado apenas olhando para ele. O ponto é, a máquina  tem que ter visto essa informação antes para saber o que está olhando.

Agora, pesquisadores do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação (CSAIL) do MIT desenvolveram um sistema de visão computacional capaz de identificar objetos que nunca viu antes (ou nunca foram “catalogados” por ele). Sem mencionar que é um passo importante para fazer com que os robôs se movam e pensem da maneira que os humanos fazem.

Eles publicaram suas pesquisas na segunda-feira e planejam apresentá-lo na Conferência sobre Robot Learning em Zurique, na Suíça, em outubro.

Uma perspectiva ÚNICA…
A equipe do MIT chama seu sistema de “Dense Object Nets” (DON).

DON pode “ver” porque olha para os objetos como uma coleção de pontos que o robô processa para formar um “mapa visual” tridimensional. Isso significa que os cientistas não precisam se sentar lá e rotular tediosamente os enormes conjuntos de dados que a maioria da visão computacional sistemas requerem.

Familiar mas diferente…
Quando o DON vê um objeto parecido com um com o qual já está familiarizado, ele pode identificar as várias partes desse novo objeto. Por exemplo, depois que os pesquisadores mostraram ao DON um sapato e o ensinaram a pegar o sapato pela língua, o sistema podia então pegar outros sapatos pela língua, mesmo que não tivesse visto os sapatos anteriormente ou eles estivessem em posições diferentes o original.

“Muitas abordagens de manipulação não identificam partes específicas de um objeto nas muitas orientações que o objeto pode encontrar. Por exemplo, os algoritmos existentes seriam incapazes de agarrar uma caneca pela alça, especialmente se a caneca pudesse estar em múltiplas orientações, como na vertical, ou de lado.”


Disse o pesquisador Lucas Manuelli em um comunicado à imprensa

Os Robôs de amanhã…
Essa forma avançada de visão computacional pode fazer muito que os robôs não podiam fazer até agora. Poderíamos um dia obter um robô equipado com o sistema para classificar os itens em um centro de reciclagem enquanto eles se movem em uma esteira rolante sem precisar treiná-los em grandes conjuntos de dados. Ou talvez pudéssemos mostrar a um desses robôs “auto-supervisionados” uma imagem de uma escrivaninha arrumada e organizá-la.

Em última análise, este é mais um passo em frente no caminho para máquinas que são tão capazes quanto os humanos.

Depois disso, teremos que ver o quanto eles são mais capazes.

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