Saúde

Novo boletim confirma aumento dos casos de sarampo na região

Agora são 10 pacientes confirmados com a doença e outros 15 em investigação 

CRÉDITO: América Sáude

Da Redação 


O último boletim sobre os casos de sarampo no Paraná divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta o crescimento do número de pacientes com a doença na região. Segundo a publicação do governo nesta quinta-feira (14), são 10 casos confirmados e outros 15 em investigação entre os 22 municípios abrangidos pela 19ª Regional de Saúde, com sede em Jacarezinho. 

Dos 10 pacientes confirmados com a doença, seis são moradores de Carlópolis e os outros quatro de Jacarezinho. Com relação aos casos suspeitos que ainda estão em análise laboratorial, são dois de Carlópolis, 11 de Jacarezinho, um de Quatiguá, um de Ribeirão Claro e um em Santana do Itararé. 

Em todo o Paraná já são 368 casos confirmados e outros 631 em análise, colocando o Estado como o segundo do Brasil em número de pacientes com sarampo, perdendo apenas para São Paulo. 

Doença

O sarampo é uma doença infecciosa e o vírus é transmitido pela respiração, fala, tosse e espirro. Os sintomas mais comuns são: febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo).

Quem já teve sarampo não corre o risco de ser contaminado pelo vírus novamente. As complicações da doença são: otites, infecções respiratórias, hepáticas e doenças neurológicas, e em casos mais graves podem provocar a redução da capacidade mental, surdez, cegueira e retardo do crescimento. 

Prevenção

As campanhas de imunização são realizadas em todo o Estado e todos os municípios do Norte Pioneiro têm a vacina à disposição da população. A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A dose número 1 aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola), e a dose 2 aos 15 meses com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora). A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina. E para as pessoas que estão no grupo com idade entre 30 e 49 anos basta ter o registro de uma dose, que são consideradas vacinadas. Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados.

Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina. Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da tríplice viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária. Pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina.

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