Ribeirão Claro

Negociação busca limite mínimo para reservatórios hidroelétricos

Prefeito de Ribeirão Claro obtém avanço em solução para nível da represa Chavantes

Da Redação


Uma negociação que está sendo liderada em Brasília pelo prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSC) poderá resultar em ganhos expressivos aos municípios banhados por lagos de hidrelétricas. A proposta é que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão controla a operação das concessionárias de energia elétrica no país, estabeleça um limite mínimo do nível dos reservatórios, de forma a que os municípios que explorem atividades econômicas como a pesca e o turismo não sejam prejudicados como vem acontecendo agora.

Mario Pereira se reuniu quarta-feira (13), com a diretoria do ONS, para encontrar soluções de forma a elevar o nível da represa de Chavantes, bastante afetada pela imposição do operador, que determina as metas de produção de energia elétrica, forçando as concessionárias a aumentar a vazão para produzir mais eletricidade a fim de suprir a elevada demanda nacional.

Segundo o prefeito de Ribeirão Claro, a estratégia é articular junto aos órgãos ambientais do Paraná e estabelecer em conjunto com o ONS um limite mínimo no nível do reservatório, que não poderá ser extrapolado.

Por conta da imposição do operador, o reservatório da Hidrelétrica de Chavantes está com 16% de sua capacidade (última medição a que a reportagem teve acesso), estrangulando a atividade turística dos municípios paranaenses no entorno da do lago e comprometendo atividades como piscicultura entre outros.

Prejuízos  

Participaram do encontro o diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata Ferreira, o diretor de operações, Sinval Zaidan Gama, o gerente Angelo Franceschi e o prefeito de Ilha Solteira – MS, Otávio Lopes. Mario Pereira explanou detalhadamente os prejuízos causados ao turismo regional pela baixa na represa.

O diretor geral do ONS atribuiu o problema à estiagem que atingiu a região desde 2017, explicação absurda tendo em vistas as intensas chuvas dos últimos meses que já deveriam ter reposto o que o lago perdeu naquele ano.

De acordo com o prefeito Mario Pereira, a definição de um limite mínimo para o reservatório é um passo importante para a solução da queda no nível da represa Chavantes.

“Participarei de uma reunião com o secretário de Meio Ambiente do Paraná, assim que possível, para obtenção das autorizações dos órgãos ambientais competentes, que serão encaminhadas ao ONS para, enfim, executarmos a primeira ação efetiva para resolver a questão”, finalizou.

O drama de uma região

O Norte Pioneiro, que busca desenvolver o turismo através de ações integradas no projeto Angra Doce, vê suas iniciativas darem em nada caso o Operados Nacional do Sistema não mude sua estratégia em relação às usinas hidrelétricas da região.

Os últimos levantamentos recebidos sobre o nível do reservatório da represa de Chavantes, administrado pela concessionária CTG Brasil apontava que em 16%, estrangulando a atividade turística e comercial dos municípios paranaenses em seu entorno.

Tudo isso ocorre porque o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está forçando as concessionárias de energia a aumentar a produção para atender a demanda de consumo no país. Por conta disso, as intensas chuvas das últimas semanas não estão sendo suficientes para recompor os níveis da represa.

O prefeito de Ribeirão Claro Mário Pereira alerta que se nada for feito para reverter esta situação, atividade turística na região pode acabar. A represa está inavegável, sem contar que investimentos milionários em bases turísticas estão sendo desestruturados.

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