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Municípios devem intensificar estratégias de vacinação fora das unidades de saúde

Orientação é evitar aglomerações, de acordo com as regras de prevenção e controle do novo coronavírus

Regionais de Saúde foram orientadas a apoiarem os municípios em estratégias de vacinação extramuros

(foto: vacinação) CRÉDITO: AEN

Curitiba

Agência Estadual

A Secretaria da Saúde do Paraná, por meio da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, está intensificando ações com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal em todo o Estado.

Nesta semana, as 22 Regionais de Saúde foram orientadas para que apoiarem os municípios em estratégias de vacinação extramuros, ou seja, fora das unidades de saúde, em locais mais amplos e arejados, evitando a formação de filas e aglomerações, de acordo com as regras de prevenção e controle do novo coronavírus.

“As vacinas devem ser mantidas para os públicos estabelecidos, principalmente neste momento em que precisamos de proteção”, afirma o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

 “Estamos em plena campanha de imunização contra a gripe e o sarampo, mas temos ainda a oferta de outras vacinas para crianças, adolescentes, adultos e gestantes disponíveis na Rede de Saúde Estado, dentro do Calendário Nacional de Vacinação”, destaca ele. “São vacinas seguras, que previnem doenças graves e que podem evitar internações e mortes.”

PARCERIAS

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, várias estratégias e parcerias podem ser desenvolvidas para promover a vacinação.

“As secretarias municipais podem realizar drive thru, buscar a parceria de empresas, associações de bairros, utilizar espaços de escolas que temporariamente estão sem aulas e fazer busca ativa do público-alvo indicado para as campanhas em andamento”, diz Maria Goretti. “São muitas as opções e contamos com o apoio e união dos setores para que a vacinação aconteça e que mais paranaenses estejam protegidos”, afirmou a diretora.

CAMPANHAS

A campanha de imunização contra o sarampo, que está na segunda etapa, apresenta hoje o registro de 254.974 doses aplicadas. Porém, a meta estipulada é de vacinar 4,9 milhões de pessoas entre 20 a 49 anos.

“Milhares de pessoas correm o risco de contaminação pois o vírus do sarampo ainda está circulando no Estado e a doença é altamente contagiosa. Por isso estamos vacinando indiscriminadamente, até o dia 30 de junho, o público de 20 a 49 anos”, informa a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, Vera Rita da Maia.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza também segue até o dia 30 de junho. Neste momento, a cobertura vacinal do Paraná está em 82,52%. A recomendação do Ministério da Saúde para os Estados é de 90% de cobertura para cada grupo prioritário.

“Percebemos que alguns grupos, como idosos, trabalhadores da área de saúde e indígenas atingiram mais de 100% de cobertura logo nos primeiros dias da campanha, pois tiveram estratégias direcionadas para que as doses chegassem até eles”, diz Vera Lúcia. “É exatamente isso que orientamos aos municípios: que promovam estratégias para que a vacina também chegue ao adulto jovem, crianças, gestantes e puérperas”, destacou.

Ela lembra que o adulto jovem, por exemplo, já voltou ao trabalho. “Nossa sugestão é para que os municípios levem a vacina até as empresas, indústrias e comércios com maior concentração de funcionários”, sugeriu.

A chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização relacionou ainda ações de busca ativa e de vacinação casa a casa como fundamentais para a ampliação da cobertura.

CALENDÁRIO 

As outras vacinas que estão relacionadas aos indicadores de Atenção e Vigilância em Saúde e fazem parte do Plano Estadual de Saúde são a BCG (tuberculose), VORH (rotavírus), Pneumo 10 (pneumonia, otite,meningite e outras doenças causadas pelo pneumococo), Penta ( difteria, tétano,coqueluche,hepatite B, infecções causadas pelo haemophilus/Influenza B) , VIP (poliomielite), Meningo C (meningite tipo C)  Febre Amarela e SCR (tríplice viral, sarampo, caxumba e rubéola). Estas vacinas constam do calendário nacional e devem ser recebidas pelas crianças menores de 2 anos.

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