Bandeirantes

MPPR faz busca e apreensão na prefeitura de Bandeirantes

Gepatria comanda operação que investiga servidores envolvidos com desvios de recursos

Da Assessoria


O Ministério Público do Paraná cumpriu na manhã desta terça-feira, 26, na cidade de Bandeirantes, no Norte Pioneiro, um mandado de busca e apreensão no âmbito da operação Alecto, que investiga a atuação de servidores públicos do Município em desvios de valores. Foram apreendidos um veículo, uma moto, dois minicarros e alguns eletrodomésticos.

O mandado foi cumprido pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) de Santo Antônio da Platina e pelas Promotorias de Justiça de Bandeirantes, em local onde eram armazenados bens por um dos réus presos na Operação.

De acordo com apuração do MPPR, os servidores, lotados na Prefeitura de Bandeirantes, agiam como organização criminosa, unindo-se com a finalidade de desviar valores das contas bancárias do Município para suas próprias contas-salário. Para isso, utilizavam os acessos aos sistemas que seus cargos lhes proporcionavam. Para camuflar os desvios, adulteravam os extratos bancários e fraudavam as prestações de contas.

Prisão

Esta é a terceira operação envolvendo servidores municipais de Bandeirantes. NO dia 7 de dezembro do ano passado, o Juízo da Comarca de Bandeirantes, determinou a prisão preventiva de quatro servidores públicos denunciados pelo Gepatria e pela 1ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes. Os réus foram denunciados por peculato e associação criminosa.

A operação foi deflagrada em 27 de novembro do mesmo ano, quando também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e na Prefeitura de Bandeirantes, além do sequestro de bens e outras medidas cautelares.

Segundo foi apurado pelo MPPR, o grupo de servidores, lotados na Prefeitura de Bandeirantes, uniu-se com a finalidade de desviar valores das contas bancárias do Município para suas próprias contas, prevalecendo-se dos acessos aos sistemas que seus cargos lhes proporcionavam. Para camuflar os desvios, adulteravam os extratos bancários e fraudavam as prestações de contas.

Apenas no período de janeiro de 2017 a abril de 2018, os denunciados desviaram para suas contas R$ 881.741,06. As investigações continuaram, pois havia indícios de outras práticas criminosas. 

Deixe um Comentário