Cornélio Procópio

MPPR denuncia professor que matou diretor da UENP

Advertência disciplinar levou a um crime brutal dentro do campus de Cornélio Procópio

Da Redação


A 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio apresentou nesta sexta-feira, 28, denúncia contra o professor Laurindo Panucci Filho, assassino confesso do diretor do campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) naquela cidade, Sérgio Roberto Ferreira, 60, morto com vários golpes na cabeça. A denúncia pede condenação por homicídio triplamente qualificado (uso de meio cruel, motivo fútil e meio que dificultou a defesa da vítima).

O crime aconteceu na noite de 20 de dezembro, após o autor, professor da instituição, haver combinado por telefone um encontro com o diretor. Este atendeu o professor em seu gabinete e foi atacado a golpes de machado. De acordo com a denúncia, a motivação teria sido uma advertência da direção da universidade, recebida pelo criminoso, que foi preso em flagrante na cidade de Teodoro Sampaio, no interior paulista, onde continua encarcerado.

Investigação

A Polícia Civil divulgou no dia seguinte ao crime, uma ligação telefônica em que o professor Laurindo Panucci Filho pede um encontro com a vítima. Atraído para a emboscada, Sérgio Roberto Ferreira, ainda teria entrado em luta corporal com seu algoz antes de ser brutalmente assassinado a machadadas.

Na sala onde ocorreu o homicídio, a perícia encontrou uma carta de advertência da UENP a Panucci Filho, o que mais tarde seria apontado por ele como motivação para o crime que chocou a região.  De acordo com a Polícia Militar, Panucci Filho deixou a universidade por volta das 19h30. Ele foi até seu apartamento na cidade, onde segundo testemunhas permaneceu por pouco tempo e saiu carregando malas.

O professor foi preso na madrugada de sexta-feira (21) em Teodoro Sampaio, no interior paulista, e confessou o crime. Uma machadinha suja de sangue foi apreendida no carro do suspeito durante a abordagem policial. 

A motivação

No interrogatório, conforme o B.O, Panucci Filho confirmou ter ligado para a vítima depois de ter sido advertido formalmente pela UENP e que pediu um encontro com ele. Disse ainda que comprou a machadinha, por R$ 19, em uma loja de construção na região da universidade e que a escondeu na mochila enquanto o diretor não chegava ao encontro.

O professor relatou, também, que os dois discutiram e que ele feriu a vítima depois que ela disse que emitiria uma nova advertência contra ele.

Sérgio foi encontrado na sala onde trabalhava, por funcionários da instituição. Conforme a polícia, ele levou golpes no crânio, no pescoço, no abdômen e no joelho. A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu.

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