Cambará Política

MP apura fraudes em licitações públicas e prende 5 em Cambará

Investigando fraudes em licitações, Ministério Público cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão

Cinco mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta segunda-feira, 26, em residências e empresas nos municípios de Cambará e Jacarezinho, como parte de operação do Ministério Público do Paraná. A reportagem da Tribuna do Vale apurou que foram presos os empresários cambaraenses Jair Bertinatti e sua esposa, Elizete (foto), proprietários da Santa Clara Materiais de Construção,  acusados de integrar um gigantesco esquema de fraudes à licitações em várias prefeituras da região.

Batizada de Tentáculos do Norte, a operação decorre de investigações envolvendo um grupo de empresas suspeitas de fraudar licitações em diversos municípios da região que estão sendo investigados.

O trabalho de apuração, realizado pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) do Norte Pioneiro, pela 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio e pela Promotoria de Justiça de Cambará, indicou a formação de um grupo de empresas, todas com ligação entre si e chefiadas pelas mesmas pessoas, com a finalidade de fraudar licitações. As fraudes foram realizadas pelo ingresso simultâneo em licitações e uso de empresas em nome de “laranjas”, além da atuação do grupo em dispensas de licitações direcionadas.

Os mandados foram cumpridos por integrantes do Gepatria, da 2ª Promotoria de Justiça de Cornélio Procópio e da Promotoria de Justiça de Cambará, com o apoio das Promotorias de Justiça de Ribeirão do Pinhal, Uraí, Wenceslau Brás, Jacarezinho e Congonhinhas. Foram presos temporariamente quatro empresários e um servidor público de Cambará.

A reportagem apurou que o grupo denunciado participou de licitações desde o ano de 2010 envolvendo mais de uma dezena de prefeituras da região. Uma fonte ligada às investigações fez questão de salientar que até o momento não há evidência da participação direta e indireta de atuais prefeitos ou ex-gestores dos municípios envolvidos.

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