Santo Antônio da Platina

Morte de preso em cadeia deve ser esclarecida nos próximos dias

Wellington Santos Macedo, conhecido por Nenê, foi assassinado no dia 28 de outubro, após acusação de estupro

Delegado Rafael Guimarães disse que as investigações sobre a morte de Nenê serão concluídas nos próximos dias
CRÉDITO: Antônio de Picolli

Da Redação


A Polícia Civil deve concluir nos próximos dias os trabalhos de investigação que apuram a morte de Wellington Santos Macedo, conhecido por Nenê, ocorrida no dia 28 de outubro, dentro de uma das alas da cadeia pública de Santo Antônio da Platina.

De acordo com o delegado Rafael Guimarães o caso está praticamente esclarecido, “restando apenas alguns depoimentos para finalizar o inquérito policial”. A motivação para o crime, no entanto, só deve ser revelada à família do preso e à população, após o encaminhamento dos autos ao Ministério Público (MP-PR).

O titular da 38ª Delegacia Regional de Polícia evitou comentar a possibilidade de Wellington ter sido assassinado em razão do suposto crime de natureza sexual que teria praticado após roubar e sequestrar uma moradora na Vila Santa Terezinha, assinalando, porém, que todas as hipóteses foram criteriosamente investigadas para elucidar o homicídio.

Relembre o caso

De acordo com a PM, Nenê teria invadido uma casa na madrugada de domingo (27/10), na Vila Santa Terezinha, onde rendeu um casal e deu voz de assalto exigindo dinheiro à família. Em seguida o acusado teria sequestrado a moradora, fugindo no carro que estava na garagem da residência.

A Polícia Militar foi informada e iniciou as buscas ao veículo (um GM Corsa Classic), que durante a fuga colidiu contra o muro de um imóvel. O motorista fugiu a pé para o interior de uma mata, enquanto a vítima foi socorrida pelos policiais. Ela disse aos militares que foi estuprada por Nenê, que pouco tempo depois acabou cercado e preso pelos soldados Santão e Jacob.

O acusado foi colocado em uma cela conhecida como ‘Seguro’ (para manter presos acusados de crimes sexuais), e logo depois, por razões ainda desconhecidas pela reportagem, junto a outros presos teriam o espancado até a morte. 

O Depen (Departamento Penitenciário), responsável pela custódia dos presos em todo o Paraná, ainda não se manifestou sobre o caso. 

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