Policial

Ministério da Justiça vai adquirir 106 mil pistolas

Licitação a pedido de Sérgio Moro visa equipar a Nacional e polícias civis e militares

Da Assessoria


O Ministério da Justiça e Segurança Pública prepara uma megalicitação para a aquisição de 106 mil pistolas , que serão distribuídas para a Força Nacional e a policiais civis e militares dos estados.

É a primeira vez que o órgão promove uma licitação desse tipo, que prevê a participação de empresas estrangeiras e tem custo estimado de R$ 444 milhões.

Parte das armas será bancada pelo governo federal e outro montante terá de ser adquirido diretamente pelas secretarias de Segurança Pública dos estados. As informações são de Aguirre Talento e Renata Mariz n’O Globo.

No último dia 9 de maio, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão subordinado à pasta, promoveu uma audiência pública com a participação de representantes de empresas do setor para apresentar um modelo preliminar do edital de licitação, obtido pelo GLOBO.

Na ocasião, a Senasp acolheu sugestões de alterações, que está analisando para confeccionar o edital defingitivo, a ser lançado no segundo semestre.

O objeto da licitação descreve o produto a ser adquirido da seguinte forma: “pistolas de calibre 9x19mm com quatro carregadores e uma maleta”.

Serão cinco lotes divididos por região, na seguinte quantidade: 15.414 para o Norte, 29.117 para o Nordeste, 34.965 para o Centro-Oeste, 4.560 para a região Sudeste e 22.480 para o Sul.

Desse universo, a Senasp irá comprar 15% das pistolas para abastecer 15 Polícias Militares, dez Polícias Civis, 16 órgãos de perícia oficiais e a Força Nacional. Caberá a cada estado adquirir o restante.

O Rio de Janeiro não está contemplado nessa cota que o governo federal vai comprar para doar porque o gabinete de intervenção já havia adquirido pistolas no início do ano para abastecer as polícias locais.

Pouco tempo de testes
De acordo com o edital preliminar, a licitação visa a suprir um déficit de armamentos detectado nos estados.

Trecho do documento afirma que, em uma pesquisa feita no ano passado, “diagnosticou-se a pistola como o segundo item de maior prioridade na avaliação geral das instituições estaduais de segurança pública”.

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