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MANIFESTAÇÃO: Marcha contra Bolsonaro percorre o centro de Jacarezinho

Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale


Um grupo de pessoas se reuniu na manhã deste sábado, 29, em Jacarezinho para manifestar na Marcha #EleNão. A hashtag é utilizada em referência ao militar da reserva, candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e está entre as tags mais utilizadas no mundo. 
O dia 29 de setembro é um marco histórico que levou às ruas manifestantes de todo Brasil na luta pelo #EleNão. Os protestos estão acontecendo simultaneamente em outras cidades do País.

FOTO: DAYSE MIRANDA

Em Jacarezinho, o grupo percorreu a rua Paraná até a Praça Rui Barbosa em um ato pacífico, com carro de som e apoio da Polícia Militar. Com gritos de guerra como “a nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia”, os manifestantes pediam por mais igualdade, respeito e menos preconceito na sociedade.

FOTO: DAYSE MIRANDA

A marcha se tornou um verdadeiro jardim itinerante, com muitas flores, que foram distribuídas para a população que acompanhava o ato de protesto. A intenção da comissão organizadora é mostrar que o País precisa de mais amor e menos guerra. 
Além disso, o grupo fez distribuição de panfletos no comércio, explicando sobre 10 razões para #EleNão, citando temas sobre homofobia, golpe militar, misoginia, parlamentar inoperante, direitos humanos, racismo, tortura, auxílio-moradia, Amazônia e denúncia.

FOTO: DAYSE MIRANDA

De acordo com uma das organizadoras, a professora Angélica Rodrigues Alves, o movimento #EleNão foi inicialmente idealizado pelas mulheres e ganhando aos poucos grande dimensão. Para ela a marcha foi fundamental para mostrar que um projeto facista para o país não agrada. “Aqui em Jacarezinho conseguimos reunir famílias, homens, todos juntos para declarar que somos pela defesa da democracia em última instância, que o que a gente quer não é confrontar, mas sim ampliar a lembrança de que vivemos sobre a ege da Constituição Federal que prima pela igualdade, pela democracia, peli respeito às minorias, das mulheres, dos negros, e do grupo LGBTI+. Esse é o projeto de país que nós temos, e não outro que separe, divida e que puna. O que nós temos para distribuir são flores e não tiros”, frisou.

FOTO: DAYSE MIRANDA

Para Angélica, Jacarezinho não merece um governante com esse perfil, porque há muitas pessoas que trabalham assiduamente em defesa dos direitos das mulheres. Segundo um levantamento recente da 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho, cerca de 50% dos inquéritos instaurados na unidade são de violência contra a mulher. “Tem pessoas também que trabalham incansavelmente em defesa dos direitos da infância e juventude. Portanto não queremos que nossa cidade seja um local de punição e extermínio de adolescentes, aqui é um local de universidade, onde se produz ensino e pesquisas de extensão. Aqui não é local de ódio, Jacarezinho não combina com isso”, finalizou.

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