Covid-19

Mais de 25 mil pessoas da região tiveram contato com o coronavírus

Este é o resultado de pesquisa realizada pela Uenp em 14 dos 56 municípios do Norte Pioneiro

Entrada do Campus da Uenp, em Cornélio Procópio. Foto: Joka Madruga/Seti

Da Redação com assessoria


Uma pesquisa, coordenada pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) no período de 11 de junho a 11 de agosto deste ano, em 527 voluntários de 14 municípios das regionais de saúde de Jacarezinho e Cornélio Procópio revela um dado assustados: 8,5% dos examinados apresentaram anticorpos ao coronavírus, agente causador da Covid-19, doença que já matou mais de 130 mil brasileiro num espaço de 6 meses.

Em números reais, projetando o resultado da pesquisa para uma população de 511.603 habitantes dos 55 municípios que compõem as duas regionais de saúde, o Norte Pioneiro teria 25.064 pessoas que tiveram contato com o coronavírus.   

O objetivo da pesquisa foi identificar a presença do anticorpo IgM e IgG contra a SARS-COv-2 (coronavírus), vírus causador da Covid-19. A média de idade dos pacientes pesquisados foi de 36,9 anos, sendo 60,4% mulheres e 39,6% homens. A maioria dos participantes reside em zonas urbanas.

A população da região está estimada em 511.603 habitantes, 294.874 deles

Para o coordenador do estudo e professor da Uenp, Ricardo Castanho Moreira, o estudo deixa um alerta: a presença de anticorpos não significa uma imunidade duradoura à doença. “O fato do paciente apresentar anticorpos não garante que ele não possa ser reinfectado. Precisamos entender que a pandemia não acabou, devemos nos manter firmes e estimular a adesão às medidas de precauções da transmissão do vírus, como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social e evitar aglomeração”.

A pesquisa foi divulgada pelo Núcleo de Estudos e Enfrentamento da Covid-19 da Uenp apontando que o estudo tem um nível de confiança de 95%. Confira o relatório completo.

https://uenp.edu.br/images/eventos/2020/covid19/relatorio_pesquisa_covid_uenp.pdf

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com as Regionais de Saúde de Cornélio Procópio e Jacarezinho, secretarias municipais de Saúde da região e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), e contou com apoio da Fiocruz/Bio-Manguinhos e do Ministério da Saúde.

CIDADES

A pesquisa foi aplicada nas cidades de Andirá, Bandeirantes, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Cornélio Procópio, Leópolis, Quatiguá, Ribeirão do Pinhal, Santa Mariana, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, Sertaneja e Siqueira Campos, que estão entre os 43 municípios que compõem a região.

O coordenador do estudo e professor da Uenp, Ricardo Castanho Moreira, afirma que a pesquisa foi disponibilizada para as Regionais de Saúde, servindo de base para o planejamento e elaboração de ações estratégicas de combate à Covid-19. “Os dados resultantes do trabalho podem auxiliar o poder público nas tomadas de decisões nesse momento de pandemia”.

TESTAGEM – Castanho também afirma que o resultado da pesquisa demonstra que o vírus se espalha de maneira rápida. Segundo o Boletim Epidemiológico Especial do Ministério da Saúde, o Paraná é o segundo estado que mais realiza exames RT-PCR para detectar a presença do novo coronavírus no organismo. Desde o começo da pandemia foram examinadas 536.853 amostras. Em relação aos números de testes proporcionalmente à população, o Paraná também aparece no topo, em terceiro lugar. Foram 4.574 exames para cada 100 mil habitantes.

Na pesquisa do Núcleo de Estudos e Enfrentamento da Covid-19 da Uenp foi utilizado o teste TR DPP® COVID-19 IgM/IgG, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, que possui uma sensibilidade de 93,5%.

O teste, que é uma evolução do teste rápido de fluxo lateral, garante a ampliação dos níveis de sensibilidade e especificidade ao separar o processo de ligação antígeno-anticorpo do processo de revelação, com resultados confiáveis.

O resultado é concedido por um equipamento chamado microleitor, que diminui a possiblidade de erro humano e registra automaticamente os dados em computador. Utilizando apenas uma amostra de sangue é possível realizar duas reações independentes simultaneamente, permitindo a detecção diferenciada de IgM e IgG, a partir da mesma amostra.

AMBIENTE DE TRABALHO – Compartilhar talheres, pratos e copos no trabalho é um fator associado ao risco de contaminação, segundo a pesquisa. Essa prática pode aumentar em até duas vezes a chance de exposição ao vírus, em relação a quem não compartilha estes utensílios. Manter o distanciamento físico das pessoas no ambiente de trabalho também reduz em 43% a chance de exposição ao vírus.

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