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Lupion, um paranaense nas decisões do governo federal

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Com a responsabilidade de convencer as lideranças municipais, os governadores, deputados estaduais, federais e senadores, sobre a importância e necessidade da aprovação da Reforma da Previdência, o articulador político e paranaense, Abelardo Lupion (Beca), está confiante com a missão e acredita que, dos 513 parlamentares da Câmara Federal, 360 são votos praticamente certos, podendo aumentar, dependendo do parlamentar que já foi gestor público. “O presidente Jair Bolsonaro está confiante e consciente da aprovação da reforma”, afirma.

“Se a Reforma da Previdência não for aprovada, a conta não fechará e o país terá sérios problemas na área econômica e de governança”, observa o assessor especial da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. O déficit da Previdência é de R$ 300 bilhões e vem aumentando a cada ano. O governo vem pagando essa conta com dinheiro público que deve ser canalizado para investimentos, geração de empregos e divisas.

Lupion, que já se reuniu com a Confederação Nacional dos Municípios, vem mantendo contatos com governadores e no Congresso Nacional, tem confiança na aprovação do projeto do Executivo. Segundo ele, tem alguns pontos que precisam ser discutidos, como a idade da contribuição para aposentadoria – homens 65 e mulheres 60 – e o emblemático problema dos militares. “Também é preciso explicar melhor a questão da aposentadoria do homem do campo (rural) e acabar, por  vez, com o assistencialismo”, pontua.

Fim do assistencialismo

O fim do assistencialismo, resguardando direitos adquiridos, é essencial para a Reforma da Previdência, observa o ex-deputado federal. “Precisamos olhar para o Brasil do futuro, com garantias para os jovens e as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho e que necessitam de garantias no avançar da idade”.

Lupion, que também coordena a bancada ruralista na Câmara Federal, disse que “qualquer concessão que se faça hoje poderá prejudicar 90% da população e que o funcionalismo é o maior problema devido aos altos salários. São 2,5 milhões de funcionários públicos no país”.

Pacote anticrime de Moro

Ele observa que a Lei de Responsabilidade Fiscal, onde há um limite de contratação de funcionários públicos,  já excede em mais de 30% dos municípios brasileiros. Acredita que os Tribunais de Contas  terão que criar alternativas de ajuda aos municípios, porque, dessa forma, ninguém vai querer ser gestor ordenador de despesas. Ninguém colocará sua assinatura, sabendo que será penalizado na frente, observa.

Depois da Reforma da Previdência, o foco principal do governo Bolsonaro será a aprovação do pacote anticrime, levado ao Congresso Nacional pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse Lupion. “Também estamos confiante na aprovação dessas ações e por isso já estamos trabalhando junto aos parlamentares, a sociedade civil organizada.

Lupion destaca a necessidade de investimentos na construção de novos presídios federais, controle das fronteiras, financiamentos para equipar policias estaduais e combater com rigor o crime organizado.  O Governo Federal, disse, tem programas para construir novos presídios, o que aliviará as prisões estaduais que hoje absorvem um grande número de presos, inclusive lideranças de comandos do crime organizado.

Caixa 2. Crime ou contravenção?

Lupion também comentou sobre a decisão  do Supremo Tribunal Federal de retirar da Lava Jato e colocar sobre a responsabilidade da Justiça Eleitoral as ações de caixa dois nas campanhas eleitorais. “O STF atendeu ao que reza a Constituição. Crime eleitoral tem que ser julgado pela Justiça Eleitoral, pois ela tem a mesma formação da justiça comum. Alguns procuradores estão tentando provocar pânico na população, jogando-a contra o judiciário. Caixa 2 não é crime, é contravenção”, disse.

O ex-deputado federal por seis gestões – 24 anos – também faz parte do Conselho Político da Casa Civil. Lupion entende que é preciso se adaptar à nova realidade de governo no país que participará das nomeações de cargos federais nos estados, primando pela capacidade técnica, probidade e afinidade.

Lupion defende a contratação do ex-deputado federal, Osmar Serráglio para assumir a diretoria jurídica da Itaipu Binacional. “Tanto Serráglio, como Hauly, tem que participarem do governo, principalmente pela competência”, disse.

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