Política

Lula é condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia

Lula já tem duas condenações na Lava Jato e responde a outros processos na Justiça
Crédito: EBC

Por Congresso Em Foco


A juíza Gabriela Hardt, substituta do agora ministro Sérgio Moro em processos da Operação Lava Jato, condenou nesta quarta-feira (6) o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O processo é referente à suspeita de pagamento de propina ao ex-presidente, operado por meio de empresas envolvidas no petrolão, com o objetivo de reformar um sítio de que a família Lula desfrutava em Atibaia (SP).

Trata-se da segunda sentença a condenar Lula na Lava Jato em Curitiba (PR). Outras doze pessoas denunciadas no processo foram alvo de sentença, da qual cabe recurso. Os advogados de Lula vão recorrer da sentença.

Preso em Curitiba desde abril de 2018, Lula cumpre a pena de 12 anos e 1 mês imposta em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no caso do tríplex do Guarujá. Na primeira instância, Moro condenou o petista a 9 anos de prisão, mas o tribunal aumentou a pena.

Caixa dois

De acordo com investigadores da Lava Jato, o sítio de Atibaia pertence ao ex-presidente Lula e as reformas foram custeadas como forma de repasse dissimulado de propina. Segundo os procuradores, o ex-presidente recebeu propina de R$ 1,02 milhão de Odebrecht, OAS e Schahin por meio de obras feitas no imóvel.

Entre as provas arroladas no processo, Moro mencionou uma planilha no mesmo valor, com data de novembro de 2017, relativa ao pagamento que teria saído do departamento de propinas da Odebrecht.

Segundo laudo pericial, foram identificados dois pagamentos de R$ 300 mil e R$ 400 mil que totalizam os R$ 700 mil usados em Atibaia. Os valores, de acordo com peritos, saíram da obra “UO011203 –AQUAPOLO”. A obra é a mesma cujo nome aparece nos documentos apresentados pelo engenheiro da Odebrecht à Justiça Federal no Paraná.

Para os peritos, os valores têm origem em obras da Petrobras. A defesa do ex-presidente Lula nega que ele tenha recebido benefícios ou vantagens indevidas.

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