Saúde

Lira aponta situação de alerta para epidemia de dengue na cidade

Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRA) apontou 1.6, que representa risco médio de evolução da doença 

Manutenção em casas e terrenos para evitar acúmulo de água parada é o método mais eficaz para combater a dengue
CRÉDITO: Antônio de Picolli

Luiz Guilherme Bannwart


O município de Santo Antônio da Platina está em situação de alerta para a possibilidade de uma epidemia de dengue. De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRA), realizado de 06 a 10 de janeiro, a classificação foi de 1.6, que significa nível médio, o risco de evolução da doença. Os dados preocupam os órgãos competentes, que se mobilizam para tratar o problema.

Números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam que apenas em janeiro foram contabilizadas 23 notificações, das quais seis os resultados foram reagentes para a doença.  No mesmo período em 2019, o município registrou apenas quatro notificações sem nenhum caso positivo de dengue. Durante todo o ano passado foram 308 notificações, sendo 42 resultados reagentes. 

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Gislaine Galvão, o município está desenvolvendo ações como meio de prevenção para evitar uma epidemia. “O município conta com o apoio do Comitê Gestor de Combate à Dengue desde 2018, e realiza reuniões bimestrais para discutir as ações a serem desenvolvidas. Além dos trabalhos de orientação para conscientizar a população através de visitas dos agentes de endemias e meios de comunicação utilizados pela prefeitura, também desenvolvemos o trabalho de bloqueio com o fumacê em regiões da cidade que apresentam índices mais elevados da doença. Ocorre que, desde abril de 2019, este trabalho está suspendo devido à ausência do inseticida distribuído pelos órgãos de saúde. A previsão é que a situação se normalize em fevereiro”, explica Gislaine.

A secretária salienta, porém, que o método mais eficaz para combater a doença é a eliminação de focos para reprodução do mosquito Aedes aegypti, fazendo a manutenção em locais que possam concentrar água parada. “A população precisa fazer a sua parte limpando suas casas e terrenos e também receber os agentes de saúde para orientá-la, todos utilizam camiseta e crachá de identificação, mas em caso de dúvidas o morador deve perguntar o nome do servidor e a qual setor ele pertence e ligar para o telefone 3534-9099 para confirmar as informações”, orienta.

GABINETES DE CRISE

Na última quarta-feira (22), a Defesa Civil do Paraná realizou uma videoconferência sobre instalação de gabinetes de crise e decretação de estado de emergência para representantes de municípios de todas as regiões do Estado. As informações foram transmitidas para as 22 Regionais Estaduais de Saúde, com participação de gestores municipais, representantes de órgãos públicos e da sociedade civil. Somente este ano já são 7.618 casos confirmados da doença no Paraná.

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