Jacarezinho

Lideranças de Jacarezinho são contra a construção de presídio

Grupo se reúne para debater desenvolvimento da cidade e discute instalação de presídio polariza o debate

De: Jivago França


Se depender de um grupo de lideranças de Jacarezinho entre empresários, ruralistas e profissionais liberais, o anunciado projeto de construção de um Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) no município não deverá ser efetivado. O empreendimento, projetado para 750 presos, demanda investimentos de cerca de R$ 25 milhões, foi anunciado recentemente pelo Departamento Penitenciário Estadual (Depen), que, inclusive, está avaliando áreas para sua instalação.     

Um grupo formado por lideranças do comércio, da sociedade, empresários e ruralistas se reuniu pela primeira vez na noite de quinta-feira (7) no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Jacarezinho (ACIJA). A pauta do encontro teve como tema principal a elaboração de um projeto local que promova o desenvolvimento planejado e sustentável do município, mas a questão de presídio acabou polarizando os debates.

O grupo denominado “Desenvolve Jacarezinho” pretende promover reuniões periódicas com a intenção de discutir assuntos para melhorar o desenvolvimento da cidade. Entre os vários assuntos debatidos no primeiro encontro, mereceu destaque o anunciado projeto de instalação de um presídio no município, mas neste projeto não consta a construção de um presídio,

“Respeito quem pensa ao contrário, mas sou totalmente contra a instalação do presídio. Acredito sinceramente que um presídio não é a solução mais adequada, nem recomendável, para se incrementar o processo de criação de empregos e geração de renda em nosso município”, opinou o advogado Marcelo Bueno Elias.

O empresário José Carlos Molini, diretor do Grupo Molinis também manifestou sua posição frontalmente contrária ao projeto de instalação de um centro de detenção e Pessoalizarão (CDR) anunciado recentemente pelo Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN). “A instalação de um presídio em Jacarezinho, na minha concepção, traz mais prejuízos que ganhos. Quem está preocupado com o desenvolvimento da cidade, percebe que teremos perdas do que ganho. O presídio não é a solução para a cidade”, afirmou.

O empresário Marcelo Palhares também se colocou contrário a instalação do presídio na cidade. “Temos que pensar em indústrias, não em presídio. Trazer um presídio para a cidade é um tiro no pé. Se a população não quer, acabou. Não deve instalar. Mas não sou contrário ao presídio no Norte Pioneiro. Se há alguma cidade que tenha interesse, ai sim se deve instalar”, enfatizou Palhares.

Outro empresário que se mostrou contrário foi o farmacêutico Fernando de Carvalho Pereira. Ele destacou a força da união. “Não podemos ficar na mesmice. Temos que nos unir”, assinalou. O engenheiro Nilton Batista do Prado concordou. “Essa expressão é antiga, mas é real. A união faz a força”, conclamou.

O advogado Marcelo Bueno ainda lembrou outro fator a respeito da instalação do presídio. “Como a demanda é regional, e não exclusivamente de Jacarezinho, o presídio pode ser instalado em outra cidade. Jacarezinho precisa de melhorias na saúde, mais cursos na nossa universidade e de mais geração de emprego. Por essas demandas é que devemos lutar, visando uma cidade melhor para todos os que aqui residem e que amam esse chão”, disse.

Debate

Na próxima quinta-feira (14) às 19 horas, também no auditório da ACIJA, o grupo “Desenvolve Jacarezinho” terá a participação do advogado e deputado estadual Mauro Moraes, que presidiu a Comissão de Segurança Pública e membro da Comissão de Constituição e Justiça e do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Paraná.

A reunião será aberta a população para a discussão sobre a instalação do presídio em Jacarezinho. O deputado que tem vasto conhecimento na área de segurança pública falará sobre benefícios e prejuízos com a instalação do presídio na cidade. Toda população será bem vinda e está convidada.

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