Cornélio Procópio

Justiça começa a ouvir testemunhas no processo sobre morte de diretor de universidade

Devem ser ouvidas 16 testemunhas na audiência de instrução do processo que investiga a morte de Sérgio Roberto Ferreira. O réu, Laurindo Panucci Filho, está preso

Laurindo Panucci Filho é acusado de homicídio triplamente qualificado pela morte do diretor da UENP em Cornélio Procópio

G1 PR


A Justiça começa a ouvir testemunhas do processo que investiga a morte do diretor do campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) de Cornélio Procópio, no norte do Paraná, nesta segunda-feira (11). A audiência de instrução está prevista para iniciar às 13h, no Fórum.

Foram convocadas 16 testemunhas para prestar depoimento, devem ser ouvidas oito de acusação e oito de defesa. Deste total, três devem ser ouvidas em Ibiporã, Santa Mariana e Bandeirantes, ambas as cidades do norte do estado.

Não há data prevista para o término dos depoimentos. O réu, Laurindo Panucci Filho, só deve ser ouvido pela Justiça após os interrogatórios das testemunhas. Depois disso, acusação e defesa devem apresentar os argumentos finais, e só então o juiz vai definir ser o réu vai ou não a júri popular.

Panucci Filho é acusado de matar Sérgio Roberto Ferreira dentro da UENP na noite do dia 20 de dezembro de 2018.

G1 tenta contato com a defesa do réu.

Relembre o caso

Ferreira, que tinha 60 anos, foi encontrado ferido na sala onde trabalhava, por funcionários da UENP. Conforme a polícia, ele levou golpes no crânio, pescoço, abdômen e joelho. A vítima chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu.

O professor fugiu, mas foi preso no interior de São Paulo com uma machadinha supostamente usada no crime. Ele está preso em Cornélio Procópio desde o dia 25 de fevereiro.

Ouvido pela Justiça e pelo delegado de São Paulo, o professor disse que o caso foi uma fatalidade e que “tudo não passou de um equívoco”.

Em 28 de dezembro do ano passado, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou Laurindo Panucci Filho por homicídio triplamente qualificado. No mesmo dia, a Justiça recebeu a denúncia e tornou o professor réu.

Segundo a acusação, ele usou meio cruel, dificultou a defesa da vítima e o crime ocorreu por motivo fútil.

A denúncia afirma que a motivação do crime foi uma advertência formal recebida pelo professor da direção da universidade.

A Polícia Civil ainda encontrou uma nova advertência na mesa de Ferreira contra o suspeito. O documento continha parte da assinatura do diretor do campus da UENP.

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