Policial Santo Antônio da Platina

Júri condena fisioterapeuta por tentativa de homicídio

Wagmar de Freitas foi condenado à pena de oito anos de prisão em regime semiaberto

Luiz Guilherme Bannwart com Juninho Queiroz

Freitas (de camisa amarela) foi contido por seu advogado ao aplaudir a leitura da sentença
CRÉDITO: Juninho Queiroz

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Platina acatou a tese do Ministério Público Estadual (MP-PR) e condenou, na tarde desta quarta-feira (19), o fisioterapeuta Wagmar de Freitas à pena de oito anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de homicídio duplamente qualificado tentado.

O julgamento teve início às 9 horas e terminou por volta das 17h30. De acordo com o MP, no dia 26 de fevereiro de 2016, em torno das 10h14, na rua Augusto Batista de Freitas – Conjunto Doutor Jamidas, Freitas, consciente e com a intenção de matar, por motivo fútil, em razão de sua ex-mulher não ter aceitado reatar o relacionamento, tentou assassiná-la a facadas.

O promotor de Justiça Bruno Figueiredo Cachoeira Dantas disse que o fisioterapeuta agiu mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que escondeu a faca de metal com lâmina de aproximadamente 25 centímetros debaixo de sua camiseta e, de surpresa, desferiu sete golpes em Roseni Barbosa dos Santos. A outra qualificadora foi pelo fato da vítima ser mulher (feminicídio).

O representante do Ministério Público salientou aos jurados que Roseni só não morreu por circunstâncias alheias à vontade do réu, que após esfaqueá-la evadiu-se do local em seu veículo. “A vítima só está viva porque sua irmã e um vizinho interviram a tempo de haver pronto atendimento médico”, frisou Dantas.

O advogado Fernando Boberg disse que o réu deveria, sim, responder pelo crime que cometeu, mas pediu aos jurados que ponderassem a avaliação de sanidade mental do paciente. “Com todo respeito ao Wagmar, mas ele não é uma pessoa normal como a gente. Eu poderia pedir nova avaliação psicológica e o cancelamento imediato deste julgamento, mas deixo a decisão aos senhores”, assinalou o defensor.

Freitas (de camisa amarela) foi contido por seu advogado ao aplaudir a leitura da sentença
Foto: Juninho Queiroz

Por fim, o juiz Júlio César Michelucci Tanga fixou a pena mínima legal de 12 anos ao réu. Porém, em razão de atenuante, o fisioterapeuta Wagmar de Freitas cumprirá pena de oito anos em regime semiaberto. O juiz também estabeleceu medida protetiva que proíbe a aproximação e qualquer tipo de contato de Freitas com sua ex-mulher e parentes dela.

O Ministério Público informou que vai analisar os autos para decidir sobre a possibilidade de recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Deixe um Comentário