Jacarezinho

Jacarezinho também registra mobilização contra governo federal

Principal motivo do protesto é mais uma vez os cortes na educação e a reforma da previdência

LUCAS ALEIXO


Centenas de pessoas foram às ruas de Jacarezinho, nesta sexta-feira (14) para protestar contra cortes de recursos da educação feitos pelo governo federal e a reforma da previdência. A mobilização reuniu, principalmente, professores, alunos de instituições públicas e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

Com faixas, cartazes e gritos tendo como maior alvo o presidente Jair Bolsonaro, a manifestação teve início em frente ao campus Fafija da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) por volta das 8h30, percorrendo as avenidas Brasil e Getúlio Vargas, tendo o encerramento na praça Rui Barbosa, já próximo às 12h.

O movimento seguiu o clima de protesto que gerou mobilizações em todas as regiões do país durante esta sexta, porém em Jacarezinho não houve clima de tensão.

Para o diretor do IFPR (Instituto Federal do Paraná) campus Jacarezinho, Rodolfo Fiorucci, é fundamental a conscientização e mobilização dos alunos. “Aqui temos um grande número de alunos do IFPR, o que é muito bom, porque mostra que esses jovens estão cientes do cenário político e brigando por um futuro melhor, para benefício deles próprios. Além disso, muita gente sofre ameaça por protestar, como professores e outros profissionais, agora ameaçar aluno seria de uma crueldade muito grande, então tem que lutar pelos direitos sim”, avalia.

“Infelizmente temos um governo que está retirando direitos de trabalhadores e piorando a qualidade da educação, então temos que mostrar insatisfação com esse cenário”, completa Fiorucci.

Para o integrante do MST, José Alves da Silva, o governo federal tem seguido uma linha que só beneficia grandes empresários e a camada mais alta da sociedade. “É um Brasil onde pobre não tem vez, onde trabalhador está ficando sem direito e daqui a pouco velho não vai ter aposentadoria. Aqui ninguém quer briga, ninguém quer confusão, a gente quer um governo que olhe para os pobres ao invés de só defender banqueiros e empresários”, criticou.

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