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Jacarezinho na iminência de nova epidemia de dengue

Lucas Aleixo – Especial para a Tribuna do vale

O risco de uma nova epidemia de dengue em Jacarezinho é cada vez mais iminente. São tantos casos suspeitos, que os kits para a realização dos testes rápidos acabaram e uma nova remessa ainda não chegou. Entretanto, com mais de 400 casos suspeitos da doença, as autoridades sanitárias do município acreditam na possibilidade de haver mais de 200 pessoas com a confirmação de dengue, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, que inclusive prepara uma ação emergencial com a abertura de um ponto de atendimento específico a casos suspeitos.

A própria falta de testes rápidos já é um indício de que os números são alarmantes. Com tanta procura o Estado não conseguiu suprir a demanda de kits para comprovar se a suspeita de dengue se confirma ou não.

“Temos 408 casos com suspeitas de dengue. Não temos mais kits para testes rápidos. A 19ª Regional de Saúde até nos trouxe alguns kits semana passada, mas mesmo assim não foi suficiente. Infelizmente já devemos ter ultrapassado o número de 200 casos neste ano”, esclarece o secretário de Saúde de Jacarezinho, Marcelo Nascimento e Silva.  

Nas últimas parciais o município já contabilizava mais de 130 casos confirmados da doença neste ano. Como o número de notificações de casos suspeitos segue crescendo, a tendência é de que os casos confirmados tende a aumentar significativamente semana a semana.

PONTO DE ATENDIMENTO

Para atender melhor a população, a secretaria de Saúde de Jacarezinho está abrindo um ponto de atendimento exclusivo às pessoas que estejam com suspeita de dengue. A unidade funcionará na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila São Pedro, bairro mais afetado pela doença neste ano.

Os atendimentos aos pacientes com suspeita de terem contraído a doença acontecerão das 9h às 17h, com estrutura específica voltada para o tratamento à dengue. “O objetivo é atender melhor a população. Vamos anunciar a abertura deste ponto de atendimento com um carro de som e esperamos contar com a ajuda da população para reverter esse quadro”, assinala o secretário de Saúde.

COMBATE PREJUDICADO

E quando Silva fala em “ajuda da população para reverter o quadro” não é apenas uma frase clichê. Isso porque além dos kits para teste rápido, o município também não tem o inseticida usado no fumacê para combate ao Aedes aegypti. O veneno é produzido fora do Brasil e não tem no país atualmente. O Ministério da Saúde ainda não deu uma previsão de quando importará novos lotes do inseticida.

Uma alternativa viável – e também eficiente – seria o controle biológico do mosquito. O projeto piloto desenvolvido no bairro Aeroporto conseguiu a redução de 90% de infestação do Aedes, porém, a imediata continuidade e expansão do projeto para todo o município, que era a ideia da prefeitura, esbarrou na imposição do Ministério Público na realização de um processo licitatório para firmar um contrato entre empresa e o município.

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