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Jacarezinho e Japira lideram risco de doenças causadas por mosquito

No Paraná  206 municípios estão em situação de alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya

Da Redação


Jacarezinho é líder absoluto com registro de 6,5% de infestação do mosquito
CRÉDITO: Antônio de Picolli/Arquivo

Cinco municípios da mesorregião do Norte Pioneiro, envolvendo as regionais da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) estão sob alto risco de surto ou epidemia de dengue por conta do elevado índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Dos 46 municípios da região apontados na pesquisa do Ministério da Saúde, Jacarezinho é líder absoluto com registro de 6,5% de infestação do mosquito, seguida de Japira, com 6,1%, Andirá, com 5,5%, Abatiá, com 5,4%, e, Siqueira Campos, com 4,1% .

No estado do Paraná, 206 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. Desse total, 154 estão em alerta e 52 em risco de surto das doenças.

Outras 176 estão em situação satisfatória e três municípios utilizaram armadilha, metodologia utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. A capital do estado, Curitiba, está em situação satisfatória. No Paraná, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósito de lixo (2.415), seguida de depósitos domiciliares (1.721) e água (821).

Jacarezinho é líder absoluto com registro de 6,5% de infestação do mosquito
CRÉDITO: Antônio de Picolli/Arquivo

A relação total do Norte Pioneiro apresenta situações curiosas. Enquanto Japira figura em segundo lugar em nível de infestação, o vizinho município de Jaboti registra índice 0,0%. Segundo estudos apresentados pelas autoridades sanitárias, essa discrepância está diretamente ligada ao nível de conscientização das comunidades na prevenção contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti.   

Por ordem alfabética, esses foram os ídices de cada um dos 46 municípios pesquisados: Abatiá – 5,4; Andirá – 5,5; Arapoti – 1,4; Bandeirantes – 1,7; Barra do Jacaré – 0,9; Cambará – 1,4; Carlópolis – 0,6; Congonhinhas – 0,0; Conselheiro Mairinck – 0,6; Cornélio Procópio – 1,8; Curiúva- 0,3; Figueira – 0,2; Guapirama – 2,1; Ibaiti – 0,9; Itambaracá – 3,2; Jaboti – 0,0; Jacarezinho – 6,5; Jaguariaíva – 0,6; Japira – 6,1; Joaquim Távora – 2,2; Jundiaí do Sul – 0,0; Leópolis – 2,4; Nova América da Colina – 0,2; Nova Fátima – 0,7; Nova Santa Bárbara – 1,2; Nova Santa Rosa – 1,6; Ortigueira – 0,0; Pinhalão – 1,1; Quatiguá – 0,0; Ribeirão Claro – 1,8; Ribeirão do Pinhal – 3,0; Salto do Itararé – 0,9; Santa Amélia – 2,6; Santa Cecília do Pavão – 0,5; Santa Mariana – 1,0; Santana do Itararé – 0,9; Santo Antônio da Platina – 2,9; Santo Antônio do Paraíso – 0,5; São Jerônimo da Serra – 0,4; São Sebastião da Amoreira – 2,2; Sapopema – 0,3; Sertaneja – 1,3; Siqueira Campos – 4,1; Tomazina – 2,0; Uraí – 0,9; e, Wenceslau Braz – 1,6.

INVESTIMENTOS

Na quarta-feira (12), em Brasília (DF), o presidente Michel Temer e o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, entregaram mil caminhonetes para diferentes regiões do país, como força efetiva no combate ao mosquito, no atual cenário de risco dos municípios, em relação ao mosquito Aedes aegypti. Ao todo, o Ministério da Saúde investiu R$ 109,4 milhões na aquisição dos veículos.  Com essas caminhonetes os estados e municípios podem acoplar os equipamentos de fumacê para ações locais. Na ocasião, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, apresentou os dados do LIRAa e lançou o Sistema Integrado de Controle de Vetores (SIVector), que substituirá o Sistema do Programa Nacional de Controle da Dengue (SISPNCD) com informações georreferenciadas para o controle do Aedes aegypti Aedes albopictus.

O presidente Michel Temer reforçou que a conexão entre governo federal, municípios e estados tem favorecido a melhora da saúde no País e a redução de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. “Nos últimos tempos não tem havido notícias desabonadoras a essa atividade e assim tem sido em todos os setores da nossa administração. Esse é um momento de comemoração porque significa que os municípios brasileiros estão recebendo veículos para trabalhar pelo povo municipal”, destacou o presidente.

DADOS NACIONAIS 

Em todo o país, 5.358 municípios, 96,2% da totalidade de cidades, realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas doenças, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa. Em janeiro de 2017, a pasta publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde. A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito. Até então, o levantamento era feito a partir da adesão voluntária de municípios.

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

DENGUE – Até 3 de dezembro, foram notificados 241.664 casos de dengue em todo o país, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017 (232.372). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 115,9 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 176 mortes em 2017 para 142 neste ano.

CHIKUNGUNYA – Até 3 de dezembro, foram notificados 84.294 casos de chikungunya em todo o país, redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017 (184.344). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 40,4 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 191 mortes em 2017 para 35 neste ano.

ZIKA – Até 3 de dezembro, foram notificados 8.024 casos de zika em todo o país, redução de 53% em relação ao mesmo período de 2017 (17.025). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 3,8 casos/100 mil habitantes. Neste ano, foram quatro óbitos por Zika.

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