Jacarezinho

Jacarezinho confirma 151 casos em uma semana e total de registros chega a 493

Da Redação  


O número de casos confirmados de dengue em Jacarezinho continua crescendo. Já são quase 500 casos confirmados pela Secretaria de Saúde do Paraná. Apenas na última semana foram contabilizados 151 novos registros da doença, agravando ainda mais a situação de epidemia no município. 

Os dados foram divulgados no boletim epidemiológico desta semana da Secretaria de Saúde e aumentam a preocupação com a dengue, que se alastra por todas as regiões do município. 

De agosto até fevereiro foram confirmados precisamente 493 casos da doença em Jacarezinho. Entretanto, o que chama mais atenção nesses dados é que 450 casos foram diagnosticados da segunda quinzena de dezembro em diante, ou seja, um espaço de pouco menos de dois meses. 

Outro dado alarmante é que os casos continuam em uma escala crescente. Para se ter uma ideia, da semana retrasada para a semana passada foram registrados 70 casos – número que mais que dobrou entre a última e esta semana. 

Os números de casos em investigação seguem igualmente em uma curva crescente, o que indica que a epidemia deve seguir pelas próximas semanas. No boletim do dia 4 de fevereiro eram 326 pacientes com a situação em análise. Já no boletim de 11 de fevereiro são 383 pessoas aguardando o resultado dos exames laboratoriais para confirmar ou descartar a doença. 

MORTES NO PARANÁ

No Paraná o último boletim também apresenta dados muito preocupantes. Foram confirmados seis novos óbitos no Paraná nesta última semana, totalizando 13 no total – nenhuma entre os municípios da região. 

Os dados apontam 20.563 casos de dengue confirmados, 5.866 amais que na última semana e 3.446 em investigação. O número de notificações subiu para 64.825, um aumento de 31,05% em sete dias.

62 municípios estão em situação de epidemia, 12 a mais que o último boletim. 

O Paraná deve receber em março um novo inseticida disponibilizado pelo Ministério da Saúde. O cielo é composto por imidacloprido (neonicotinóide) e praletrina (piretróide). Os princípios ativos são diferentes do malathion pois vem pronto para uso em Ultra Baixo Volume (UBV) que é popularmente conhecido como “fumacê”.

De acordo com a Resolução Sesa nº 459/2014, os municípios que quiserem solicitar a utilização de UBV pesado devem protocolar um pedido documentado à Regional de Saúde de sua abrangência que após análise repassará para a Sesa.

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