Carlópolis

Hiroshi Kubo teme CPI e pede ajuda a secretários

Em áudio que vazou nas redes sociais prefeito se mostra preocupado com repercussão de investigação

Da Redação


Hiroshi Kubo mostra-se muito preocupado com a eventual aprovação de uma CPI
CRÉDITO: Antônio de Picolli

O prefeito de Carlópolis Hiroshi Kubo (PSDB) mostra-se muito preocupado com a eventual aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que será apreciada na sessão da noite desta terça-feira (26), na Câmara de Vereadores. A denúncia, protocolada na terça-feira da semana passada (19) pelo cidadão Rafael Tavares dos Reis enumera sete prováveis irregularidades administrativas de responsabilidade do prefeito, mas o presidente da Casa, João Aparecido de Camargo, conhecido por Hulck, preferiu encaminhas a matéria para apreciação da Procuradoria Jurídica do Legislativo.

No sábado de manhã, um áudio vazado nas redes sociais mostra um Hiroshi Kubo muito preocupado com o desfecho do caso. Contrariando sua habitual serenidade oriental, ele enviou a gravação a seu secretário de Administração, Marcelo Sgroi, pedindo que mobilize pessoas de sua influência para que compareçam na sessão de terça-feira (26) a fim de marcar presença, assinalando que não há necessidade de manifestação, mas que a presença dos correligionários exerceria uma pressão silenciosa sobre os vereadores.

Hiroshi teme pela repercussão de uma CPI e que isso influenciaria seu desempenho na administração. “Quem vai mandar verba, confiar num prefeito que pode ser cassado a qualquer momento”, assinalou para justificar o pedido de mobilização.
Em dado momento da conversa ele faz duras críticas ao ex-assessor, o advogado Alcides Soares de Oliveira Neto, o Dr. Cidinho, como é mais conhecido. Ele acusa Cidinho de ser o articulador das denúncias, fruto de uma vingança por ter sido descartado da administração.

Nem mesmo o diretor de redação da Tribuna do Vale, Benedito Francisquini foi poupado pelo prefeito, a quem acusou de publicar denúncias contra sua gestão porque pediu dinheiro a ele, que se negou a dar. “Não vou dar dinheiro para jornal falar bem de minha administração”, acusou.

O advogado Alcides Soares informou que espera que Hiroshi Kubo faça uma retratação pública das acusações a ele imputadas pelo prefeito. Caso contrário, tomará medidas judiciais nas áreas cível e criminal. A mesma iniciativa é anunciada por Francisquini, que, nesses pouco mais de dois anos da gestão do prefeito, nunca realizou qualquer negócio com a administração, nem participou de licitações realizadas pela prefeitura. “Nem mesmo assinatura dos exemplares do jornal Tribuna do Vale que recebe diariamente na prefeitura, são pagos pelo Município. O prefeito vai responder por sua inconsequência verbal”, assinala o jornalista.

Clima tenso

Carlópolis vive um clima tenso nos últimos dias. Nas redes sociais aparece todo tipo de especulação, principalmente envolvendo o presidente Hulck. As principais acusações são de que ele estaria se comportando como um defensor do prefeito no Legislativo. Estaria influenciando neste comportamento o fato de que o vereador, que é funcionário concursado do Município, desde que se elegeu pela primeira vez, nunca mais trabalhou, mas continua recebendo seus salários mensalmente. Os prefeitos, entre os quais Hiroshi, sempre fizeram vista grossa para esta irregularidade.

“É uma vergonha. Vereador não é profissão. Esse cara é servidor municipal concursado, mas não trabalha desde que se elegeu vereador há três legislaturas”, acusa um servidor, que pede anonimato.

As denúncias

Nomeação irregular dos servidores Júlio de Andrade e Sandra Santos Pascon, por duas vezes, em janeiro de 2.017 e janeiro de 2.018; nomeação irregular dos secretários municipais Nilton José Telles e Marcelo Sgroi; utilização exorbitante de diárias pelo prefeito municipal Hiroshi Kubo, inclusive, para se encontrar com outra mulher em Curitiba, que acabou engravidando, conforme divulgado pelo próprio chefe do executivo no

Órgão Oficial do Município.

Consta ainda, utilização irregular do veículo de propriedade do Município, Jeep Compass, inclusive, aos sábados e domingos e para fins particulares; pedido de usucapião de área pública, pretendida por Hiroshi Kubo em processo judicial; construção de murro de arrimo, ou aterramento, na obra da construção da nova escola municipal, a ser construída anexo à Escola Municipal Benedito Rodrigues de Camargo, para beneficiar imóvel de propriedade do prefeito, com custo superior a trezentos mil reais.
Finalmente, realização da Frutfest 2017 através de contratação direta, sem licitação, cujo evento teria sido realizado pelo próprio prefeito, através de interpostas pessoas, inclusive, parte da receita da festa teria sido depositada em conta bancária do prefeito ou de empresa de propriedade do prefeito, e realização de gastos públicos sem licitação para beneficiar a realização da festa por particulares.

Testemunhas

O que estaria deixando o prefeito apavorado é que a lista de testemunhas apresentadas pelo denunciante é composta de ex-secretários, auxiliares diretos, além de servidores municipais, que conhecem a rotina da administração e acompanham a trajetória de Hiroshi Kubo.

A lista é composta pelo ex-prefeito e ex-secretário de administração, Roberto Coelho, do advogado Alcides Soares de Oliveira Neto, que foi assessor jurídico do prefeito por quase dois anos, do advogado Althair Pinheiro Junior, que igualmente conhece a estrutura administrava, Jaime Egivaldo Soares, Djalma Gervásio da Cunha, Jorge Costa Junior, João Rodrigues de Camargo, e, Emílio Domingues Filho, do setor de tributação, que pode comprovar que a secretaria do prefeito nunca exerceu a função de chefe do Departamento de Tributação.

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