Esporte Paraná

Hélio Cury e Escudero no comando da Federação

Presidente se mantém no cargo graças ao reconhecimento pelo trabalho que vem realizando há uma década

Da Assessoria


A Federação Paranaense de Futebol (FPF) realizou no último sábado (30), eleição para a recomposição de sua diretoria, permanecendo no cargo de presidente Helio Pereira Cury que representa o novo tempo conquistado pela administração, após o desastre representado pelas gestões Onaireves Moura, que ficou no cargo por 20 anos afundando a instituição em uma das maiores crises de sua história.

A Chapa Transformação, com Hélio Cury à frente da diretoria, contou com o reforço de sete vices, sendo um dos principais nomes o de Amauri Escudero Martins, líder não só no meio esportivo, mas também na administração pública em que exerce papel de destaque há mais de 30 anos. Os demais vices são: Amilton Stival, Hélio Henrique de Camargo, Idu Marcelo Blaszczak, José Aparecido Faleiros, José Luiz dos Santos e Nelson Ubiratan Baptista.

Histórico

Helio Cury foi eleito pela primeira em 2008, derrotando de goleada o então Chefe da Casa Civil de Roberto Requião, o todo poderoso ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado – Rafael Iatauro, pelo placar de 64 a 15 votos. Com a conquista – da qual participou ativamente – de uma sede da Copa do Mundo de 2014 para Curitiba, o mandato de todos os dirigentes esportivos de futebol do país sede foram prorrogados até 2015.

A chapa de Helio Cury teve o apoio de 56 clubes e ligas:  Apucarana Sports, Foz do Iguaçu, FC Cascavel, Cascavel CR, Toledo, Operário, Londrina, Maringá, Paraná, Coritiba, Rio Branco, Cianorte, PSTC, Rolândia, Paranavaí, União Francisco Beltrão, Grecal, Andraus, Independente SãoJoseense, Prudentópolis, Verê, Iraty, Batel, Portuguesa Londrinense e Cambé. Das cinco ligas de futebol amador – Araucária, Colombo, Campo Largo, Guarapuava e São José dos Pinhais. E os clubes amadores – Santa Quitéria, Iguaçu, Trieste, Urano, Caxias, Bangú, Fortaleza, Olímpico, Gente da Gente, Ipiranga, Imperial, Novo Mundo, Operário Pilarzinho, Tanguá, Santíssima Trindade, Renovicente, Shabureya, São Braz, Uberlândia, União Ahú, Capão Raso, Nova Orleans, Vila Sandra, Vasco da Gama, Vila Fanny e Vila Hauer.

Sede Própria e administração reconhecida

A gestão de Helio Cury iniciou em 2008 com a FPF totalmente endividada, e sua sede indo a leilão por não pagamento de tributos federais, estaduais e municipais mais as contribuições sociais com INSS e FGTS dos empregados e seus colaboradores. Além disso havia também a penhora do estádio Pinheirão, na região do bairro Tarumã. A Federação não possuía sequer contas bancárias – pelo seu impedimento judicial – e as execuções trabalhistas não cessavam na era pós – Onaireves.

A casa foi pacientemente colocada em ordem: execuções foram extintas, dívidas pagas, a sede e Pinheirão foram a leilão por valores que puderam quitar suas dívidas com o fisco e ainda permitir equilibrar as contas, certidões negativas foram obtidas e principalmente a regularidade e transparência das contas da FPF, bem como a mudança estatutária que permitiu a melhora e transparência da gestão do futebol paranaense.

Aqueles horrorosos escândalos da arbitragem, tão comuns à época de Onaireves Moura, não foram tolerados e o quadro de árbitros foi melhorado, com cursos, renovação e escolha de dirigentes da Comissão de Arbitragem à altura do futebol do Paraná.

A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo em 2014 e ainda a sede de um grupo em Curitiba, mostrou a articulação competente de Cury perante a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e FIFA.

A segunda gestão de Helio Cury conseguiu equalizar todas as pendências, e ainda comprar – à vista – um edifício de três andares no bairro Santa Quitéria e ainda projetar o crescimento do futebol paranaense, que possui um campeonato regional dos mais antigos no Brasil – desde 1915.

Os times do interior Londrina e Operário Ferroviário foram campeões paranaenses em 2014 e 2015 (o campeonato do Centenário), e puderam subir, com apoio da FPF, nas divisões do Campeonato Brasileiro – da Série D até a Série B.

O Operário após a conquista do Estadual 2015 conseguiu ser campeão nacional seguido das Séries D e C. O Londrina da Primeira Liga e o Athlético Paranaense da Copa Sulamericana da Conmebol.

Outras equipes puderam disputar os jogos do Paranazão de igual para igual – alcançando as semifinais: Foz do Iguaçu, PSTC Procopense, Cianorte, Arapongas, Nacional (Rolândia).

Com a edição de nova legislação do desporto brasileiro (Profut), Helio Cury fez a adequação do estatuto, e neste caso, as questões de transparência administrativa e modernização da gestão já estavam escritas no documento anterior da FPF, logo após sua eleição em 2008.

As restrições para a criação aleatória de clubes semiprofissionais pelo Paraná afora foi implementada desde a primeira gestão de Helio Cury, bem como a punição para clubes e dirigentes que deixem de cumprir com as regras de integridade e transparência e as regras das competições organizadas pela FPF e CBF.

A Federação ampliou sua área de atuação para todas as formas de futebol masculino e feminino, incluindo modalidades como futebol de praia, futebol de salão e esportes eletrônicos de futebol.

A FPF reconquistou seu prestígio junto à CBF, e com a melhora da qualidade de seus árbitros, ampliou o número daqueles que atuam nacionalmente em todas as competições nacionais, além dos que obtiveram insígnia da FIFA (incluindo uma árbitra de Goioerê).

Oito clubes paranaenses com calendário nacional anual – Athletico Paranaense, Coritiba, Paraná, Londrina e Operário – e as três vagas rotativas da Série D, que são definidas pelo Paranaense do ano anterior e pela Taça FPF Sub 23 – inédita competição que conta com participação de equipes profissionais da 1ª e 2ª Divisão do paranaense e premia o campeão com uma vaga na Série D, como Maringá e Operário, com transmissão em rede nacional pela TV Educativa, aos domingos de manhã.

Isto possibilita que dos 12 times que figuram na primeira divisão do paranaense, 8 equipes estejam com calendário anual para jogadores, comissão técnica e também para as categorias de base e formação de atletas de alto nível.

O apoio incondicional da FPF servirá para as equipes que disputem a Série D de 2019, possam galgar acessos à Série C, possibilitando que mais um ou dois times paranaenses obtenham calendário nacional, ampliando vagas para 10 clubes em todas as divisões do Brasileiro – de A a D.

Clubes novos destacando-se como o sudoestino Verê (que conquistou um título paranaense na categoria sub 17 em 2018), o retorno do Iguaçu (União da Vitória) e os recém chegados Araucária e Azuris (Marmeleiro), que disputarão a Terceirona neste ano.

As divisões amadoras do futebol paranaense contaram com o apoio integral da FPF e principalmente no mais tradicional dos campeonatos que é o de Curitiba, onde há duas categorias, e que disputam anualmente no adulto e juvenil.

É importante ressaltar o trabalho dos clubes amadores pelo Paraná afora, que revelam jogadores tais como Dione (ex Novo Mundo, hoje no Operário) e Thiago Cionek (ex Vila Hauer e Cuiabá, hoje na Seleção Polonesa).

Como bem destacou o ídolo paranaense Barcímio Sicupira ao entregar a taça que o homenageava no Paranaense 2019 à equipe do Toledo: “Antigamente era impossível pensar num time do interior disputar de igual para igual com os times da capital e ser campeão.”

Deixe um Comentário