Paraná

Guardas Municipais de Curitiba são condenados por torturar militar

Três Guardas Municipais de Curitiba foram condenados pela tortura de um militar no posto da Guarda no Parque Barigui, em 2007

Foto: Reprodução/Google

Por Tribuna do Paraná


Três Guardas Municipais de Curitiba foram condenados, nessa segunda-feira (25), pela tortura de um militar no posto da Guarda no Parque Barigui, em 2007. O trio e outros sete agentes da corporação foram denunciados em 2015 pelo crime. Um foi condenado por não evitar as agressões e, por falta de provas, seis deles foram retirados da ação. Ainda cabe recurso da decisão.

Marcos Augusto Reinauer, Vagner Chimborski e Edison Bretas Júnior foram condenados por tortura pegaram 2 anos e 4 meses de prisão, com regime inicial aberto, podendo recorrer em liberdade. Também tiveram decretadas a perda da função e a impossibilidade de exercer o cargo por 4 anos e 8 meses. Joareis Laczkowski de Lima teve a pena de reclusão de 1 ano e 2 meses, substituída por prestação de serviços comunitários, uma hora por dia, durante o período da sanção, além do pagamento de um salário mínimo para entidade de fins sociais. Também teve decretada a perda da função pública e foi proibido de exercer a função por 2 anos e 4 meses.

História

Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), em março de 2007 um grupo de militares do Exercito fazia um churrasco em um dos quiosques do parque quando houve uma confusão devido ao som alto. Conforme a versão do militar, ele ofendeu uma adolescente, filha de um dos guardas municipais, o que fez com que ele fosse algemado e levado ao posto da Guarda, onde foi espancado. Um laudo feito três dias após as agressões, conforme descrito na sentença, comprovou as agressões.

Outra versão

Segundo um dos agentes condenados, a versão dada pelo policial não é correta. Ele aponta que a menina, na verdade, teria sido molestada, e que tentaram coloca-la em um carro à força, o que desencadeou a confusão. De acordo com o Guarda, os agentes que trabalhavam no parque interviram. Outra contestação feita pelo GM é que a vítima só teria denunciado a situação anos depois.

Em nota, a assessoria de imprensa da Guarda Municipal afirmou que será cumprida a decisão judicial, quando a administração municipal for notificada.

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