Santo Antônio da Platina

Greve dos professores tem pouca adesão nos primeiro dias

Movimento, porém, tende a crescer; no momento não há previsão de fechamento de escolas na região

Escolas estaduais do norte pioneiro funcionaram normalmente até esta quarta-feira (26)
CRÉDITO: Antônio de Picolli

Lucas Aleixo, especial para a Tribuna do Vale


A greve dos professores da rede estadual de ensino ainda “não decolou” no Norte Pioneiro. Até à tarde de segunda-feira (26), a paralisação registrava baixa adesão de professores, segundo dados dos Núcleos Regionais de Educação de Jacarezinho, Ibaiti e Wenceslau Braz, mantendo o cronograma de aulas praticamente dentro da normalidade.

Entretanto, a situação pode mudar nos próximos dias, já que existe uma mobilização da APP Sindicato, que representa a categoria, e dos próprios professores, que reivindicam reposição salarial junto ao governo do Paraná e outras medidas por melhores condições de trabalho.

Entre os municípios que compõem o Núcleo Regional de Educação de Jacarezinho, a informação é que apenas 21 professores haviam aderido à greve. “Por enquanto a greve está bastante tímida.

Tivemos uma única escola que chegou a paralisar, em Ribeirão do Pinhal, mas fora isso todas as escolas estão normais. Nosso levantamento mostra que até à tarde desta terça-feira, tínhamos 21 professores na paralisação”, afirma a chefe do órgão, Ana Maria Molini.

Em Ibaiti a reportagem da Tribuna do Vale não conseguiu uma posição oficial do Núcleo até o fechamento da edição, uma vez que a chefia estava em reunião com diretores de escolas, mas segundo informações de professores da cidade, existe uma adesão também muito baixa à greve.

No Núcleo Regional em Wenceslau Braz o cenário é de nenhum sinal de greve. Segundo informações oficiais, nenhum professor das escolas abrangidas havia aderido ao movimento até à tarde de terça-feira.

APP prevê crescimento

A APP Sindicato de Jacarezinho admite a baixa adesão à greve dos professores, mas oferece outros dados desses fornecidos pelos núcleos.  Além disso, existe a estimativa de que o número de professores aderindo à paralização deve crescer ainda nesta semana.

“Em várias escolas temos ao menos um ou dois professores, enquanto em outras escolas já existe um movimento um pouco maior. A adesão está crescendo e vamos visitar alguns municípios e conversar com professores. É um movimento crescente em todo Estado.

Claro que em algumas cidades é maior, enquanto outras, menor. Mas existe sim a mobilização em muitas escolas”, afirma o presidente da APP Sindicato de Jacarezinho, Roberto Potzik.

Reivindicações

Além da reposição salarial, Potzik também pontua outras questões que motivam a paralisação dos professores. “O que estamos reivindicando é um direito nosso. Reposição salarial é obrigação do governo.

Mas não é só isso, também temos reivindicado a realização de concurso público para contratação de mais professores e melhorias no SAS (Serviço de Atendimento à Saúde), que está cada vez mais precário e não afeta apenas os professores, mas prejudica toda a classe de servidores”.

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