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Governo Cida se alia à Lava Jato na investigação do pedágio

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A força tarefa Lava Jato, do Ministério Público Federal, e a Justiça Federal acataram na última sexta-feira, 28, pedido de habilitação do Governo do Paraná para fazer parte como colaborador das investigações e das ações sobre as concessões rodoviárias do Estado, realizadas no âmbito da Operação Integração.

A solicitação feita pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) atende determinação da governadora Cida Borghetti e permite a colaboração entre órgãos públicos. Na semana passada, após denúncias de pagamentos de propina para manter vantagens às concessionárias, Cida pediu a suspensão da cobrança de pedágio.

Agora, com a parceria entre estado, Ministério Público Federal e Justiça Federal, haverá compartilhamento de provas e outras informações sobre irregularidades apuradas dentro dos contratos de concessão dos seis lotes de rodovias que formam o Anel de Integração. 

Em paralelo, o Governo do Estado, por meio do PGE, ajuizou ação na 1a. Vara da Justiça Federal requerendo imediata redução no valor das tarifas de pedágio ou a exclusão completa da Taxa Interna de Retorno (TIR) das concessões, que equivale ao lucro das empresas. Também em regime de urgência, a ação pediu o bloqueio e indisponibilidade de bens das concessionárias. 

Segundo a PGE, a ação é necessária em razão dos “fatos narrados em decisão judicial proferida pela 23a. Vara Federal de Curitiba – autos nr. 5036128-04.2018.4.04.700/PR”, e que foram divulgadas ao longo do mês de setembro.

ANTICORRUPÇÃO – Para sustentar as medidas judiciais, a Procuradoria Geral do Estado baseia as ações na Lei Anticorrupção (Lei Federal 12.846/13) “que prevê responsabilidade objetiva das empresas pelos atos de corrupção lesivos ao interesse público”. 

Segundo a PGE, apesar do pedágio ter sido objeto de inúmeras outras demandas judiciais anteriores, é a primeira vez que o pedido de redução de tarifas é feita com base na Lei Anticorrupção. 

A representação judicial do Estado tramita em segredo, com pedido de liminar, para não atrapalhar o andamento das investigações. De acordo com a PGE, com a sequência das investigações e o compartilhamento de provas não estão descartadas outras ações indenizatórias e civis, por improbidade administrativa, contra agentes públicos e privados que tenham se beneficiado de atos ilícitos.

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