Política

Gleisi vence mais uma ação contra ‘fake news’ publicada na internet

De: Débora Matos


A deputada paranaense e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, acaba de vencer mais uma ação na Justiça contra autores de postagem de notícias falsas (as chamadas fake news). Desta vez, o Jornal da Cidade Online teve de se retratar publicamente por matéria falaciosa veiculada em 2018.

No dia 12 de outubro do ano passado, o veículo publicou em seu site que Gleisi Hoffmann havia sido citada no processo crime movido contra Adélio Bispo de Oliveira, autor do incidente envolvendo Jair Bolsonaro, afirmando que teriam sido encontradas mensagens do acusado para o seu celular.

Em sua resposta, Gleisi afirma que a matéria demonstra o total desconhecimento e descompromisso deste jornal com os princípios éticos que regem o Jornalismo. “Desculpem-me, mas o jornal da cidade online mentiu para você. Na reportagem, o jornal, além de não ser a fonte primária da matéria, mas apenas se limitar a comentar a reportagem da Revista Veja, ainda compreende mal o papel de jornalista e chama a Veja de “maliciosa”, mas tudo isso sem sequer ter acesso à fonte primária da reportagem e, portanto, saber do que está falando”, destacou Gleisi.

E acrescenta que o Jornal da Cidade Online enquadra-se nos sites que se utilizam de notícias sensacionalistas e falsas para confundir a cabeça do leitor, fato este que se comprova com a simples leitura das manchetes publicadas. “Compreendo que os ânimos da população brasileira, nos últimos anos, estão inflamados, sendo que os assuntos políticos tomam lugar central em grandes discussões que são travadas entre as pessoas. Contudo, não podemos nos deixar confundir por veículos que, alimentando-se da curiosidade e da indignação da população, não possuem o menor pudor em disseminar mentiras em troca de likes e visualizações.”

 “FAKE NEWS” SAEM DO ANONIMATO PARA A RESPONSABILIZAÇÃO

O caso do Jornal da Cidade Online não é o primeiro de retratação pública em favor de Gleisi Hoffmann.  Uma série de decisões favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a Gleisi impõem limites para quem extrapola a liberdade de expressão do pensamento e viola, por meio de postagens caluniosas, falsas e difamatórias em blogues e redes sociais, os direitos da pessoa e da comunidade. As chamadas “fake news” ou notícias falsas divulgadas nas redes têm punição, sim.

Fábio Cotrim Lima teve que publicar em sua página do Facebook uma retração às ofensas, agressões e injúrias de caráter misógino, proferidas contra Gleisi. Já Evaldo Haddad Fenerich, o Ucho Haddad, foi condenado a indenizar a parlamentar do Paraná em dez mil reais por danos morais. Há anos, ele age como um disseminador contumaz de fakenews, calúnias e difamações contra Gleisi na internet.

A Procuradoria Geral da República (PGR) também arquivou uma notícia baseada em queixas do deputado federal Major Olímpio, que alardeou preconceitos e ignorâncias com relação ao fato da então senadora ter concedido entrevista à TV Al Jazeera, do Catar, para denunciar a perseguição política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o golpe de estado em curso no País e defender a liberdade e o direito de Lula ser candidato em 2018. A decisão de arquivar tal representação abriu precedente para invalidar outras reclamações de adversários sobre o mesmo assunto.

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