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Gleisi propõe duplo mandato para o Banco Central

Crédito: Divulgação

Assessoria de Comunicação

Considerando os mais de 13 milhões de desempregados no Brasil e a urgência de medidas para que o país volte a crescer, a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou projeto de lei que impõe duplo mandato ao Banco Central: cuidar da inflação e também do emprego.  Segundo a parlamentar, a proposta não tem nada de esquerda ou socialista, baseando-se na política do Banco Central Americano (FED). “Vamos dar ao banco central duplo mandato e não independência, como propõe Jair Bolsonaro”, ressalta. 

Diversos países no mundo, entendendo o impacto que a política monetária exerce sobre as variáveis reais, citam, de alguma forma, entre as missões dos seus bancos centrais, a busca por crescimento econômico ou a maximização do nível de emprego. Como exemplo ela cita o Federal Reserve Bank, o Banco Central dos Estados Unidos, o Banco Central da Austrália, da Índia, do Canadá, do Reino Unido e de Israel. “Diferentemente dos bancos centrais mencionados, o Banco Central do Brasil, possui, atualmente, a seguinte missão: “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”. 

Na competência proposta pelo projeto de Gleisi, (perseguir a estabilidade do poder de compra da moeda, fiscalizar e regular o sistema financeiro para garantir um sistema sólido e eficiente e contribuir para estimular o crescimento econômico e a geração de empregos), há três objetivos estabelecidos. Os dois primeiros já fazem parte dos atuais objetivos do Banco Central do Brasil. A inovação é a inclusão do terceiro objetivo, ao afirmar que o Banco Central deve “contribuir para estimular o crescimento econômico e a geração de empregos”.

“Se esse objetivo já existisse de forma explícita, poderia ser evitada uma situação como a atual, em que, há mais de um ano, ou oito reuniões consecutivas do Comitê de Política Monetária, o Banco Central do Brasil não reduz a taxa básica de juros, mesmo diante do quadro de elevado desemprego, atividade econômica praticamente estagnada e expectativa de inflação para o fechamento do ano abaixo do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional”, argumenta. “O governo Bolsonaro, tão americanófilo, poderia copiar algo de bom dos norte-americanos”, sugere

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