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Funeas busca solução para crise no Hospital Regional

Para os médicos da instituição principal impasse a ser superado é a dificuldade de relacionamento com a diretora Ana Micó

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Da Redação


Segundo o presidente da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas), Marcelo Machado, que participou no dia último dia 11 de uma reunião com os médicos do Hospital Regional do Norte Pioneiro (HRNP) para tratar de uma crise entre os profissionais da instituição e a diretora geral da unidade, Ana Cristina Micó, o encontro foi positivo e está conduzindo a uma solução negociada.

“O encontro foi positivo e pudemos ouvir os relatos dos médicos e apresentar o que estamos fazendo pela manutenção dos atendimentos do hospital. Os médicos são muito atuantes e comprometidos com a gestão da unidade”, informa, acrescentando que nos próximos dias, juntamente com outros diretores da Funeas, estará novamente no Hospital Regional para estreitar ainda mais a relação. 

Os médicos relataram que existe preocupação com o recebimento dos salários, mas deixam claro que os problemas de relacionamento com a diretora Ana Micó é a situação mais grave na instituição, pela falta de diálogo e centralismo, agravando os problemas já existentes.

Marcelo Machado esclarece que a Funeas já quitou os débitos com os médicos relativos a abril para metade das empresas médicas que os processos chegaram na contabilidade. “Amanhã (hoje) devemos pagar o restante que estão aqui no financeiro”, acrescentado que os pagamentos pendentes relativos ao mês de maio estão em processamento.

Havia uma dúvida em relação ao encerramento dos contratos entre a Funeas e os médicos, que vem desde a época em que o Hospital Regional era administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi) e que foram assumidos pela fundação. O vencimento desses contratos está previsto para 22 de agosto. “Se não for possível fazer contratos novos, oriundos dos processos de credenciamento que estamos realizando, vamos prorrogar por um prazo curto para que possamos finalizar os processos de credenciamento que serão apresentados com valores compatíveis com a realidade do mercado da região”, esclarece. 

Com relação aos materiais citados como ‘faltantes’ no estoque do hospital, o diretor assinala que estão sendo repostos e que os atendimentos não são prejudicados pela falta destes, pois, são plenamente substituíveis. Ainda segundo Machado, as lâmpadas do centro cirúrgico foram compradas com recursos do adiantamento que é disponibilizado para cada unidade, ou seja, os atendimentos não estão sendo prejudicados, graças ao apoio que os médicos e demais servidores da unidade sempre deram desde o início das atividades do Hospital Regional de Santo Antônio da Platina.

O presidente da Funeas, no entanto, mesmo questionado sobre a crise de relacionamento entre médicos, enfermeiros e a diretora do hospital Ana Micó, preferiu não entra no assunto, discorrendo unicamente aos pontos relacionados aos problemas estruturais e financeiros da instituição.  

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