Paraná

Família Paranaense premia boas práticas dos municípios


De: Agencia de Noticias

Acompanhar as famílias em situação de vulnerabilidade e oferecer opções de melhoria da qualidade de vida são prioridades das equipes técnicas que atuam no programa Família Paranaense. Os municípios que executam o programa no Estado participaram nesta quarta-feira (5) da segunda edição da premiação “Boas Práticas”, organizada pela Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social.

O Família Paranaense está presente em 399 municípios do Estado, por meio de ações articuladas com a participação de 19 secretarias e órgãos estaduais. O atendimento direto às famílias é feito pelas equipes municipais.

De acordo com a secretária Nádia Moura, as ações desenvolvidas pelas equipes e o comprometimento de quem trabalha lá na ponta são fundamentais para o sucesso do programa.

“Nosso objetivo é reconhecer os esforços e valorizar as diversas ações desenvolvidas pelas equipes em todo o Paraná. Elas têm um papel fundamental no processo de resgate da cidadania e do bem-estar social das famílias em situação de risco e vulnerabilidade social”, disse.

Ao todo, 24 municípios receberam certificados de participação, e foram premiadas as dez melhores práticas que usaram as metodologias sugeridas pelo programa. Os trabalhos escolhidos desenvolvem ações em áreas como assistência social, educação, habitação, saúde, agricultura e trabalho. “As experiências servirão de referência e poderão ser adaptadas por outras equipes na realidade de suas regiões”, diz a secretária.

BOAS PRÁTICAS – Para motivar as famílias a buscarem novos conhecimentos e conquistarem a emancipação, o município de Altamira do Paraná desenvolveu ações de qualificação profissional e geração de renda. Em parceria com a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância e a equipe do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o comitê local do Família Paranaense implementou oficinas de crochê e pintura, voltadas às mulheres que vivem na região rural.

A psicóloga do Cras, Silmara Mesquita de Oliveira, explica que as oficinas fizeram com que as participantes do projeto começassem a gerar renda para a própria família.

“Os resultados, hoje, são muito gratificantes, porque vemos realmente que há um protagonismo e que essas mulheres deixaram de viver apenas no sítio, em função do filho, do companheiro e da vida que tinham ali, para ter esse novo olhar. São mulheres empoderadas, que correm atrás de seus objetivos e auxiliam na geração de renda de suas famílias”, afirmou.

A oficineira Elisabete Santiago conta que, no início, elas sentem dificuldades, mas depois das primeiras aulas já conseguem desempenhar a atividade. Em 30 dias, já estão desenvolvendo um trabalho.

“As mulheres saem daqui sabendo que têm potencial, que podem fazer. Abrimos as portas para que elas possam vender os produtos nas feiras dos agricultores. Com isso, elas se sentem bem no lugar em que elas estão e também trazem outras pessoas do convívio para participarem”, afirma.

O secretário de Assistência Social do município, Everton Ledo da Rocha, diz que as mudanças foram perceptíveis no município a partir do momento em que o município aderiu ao programa.

“Um grande ponto que conseguimos foi através da valorização dos profissionais técnicos que atendiam as famílias acompanhadas, no sentido de incentivar, de estar junto com eles, participar das reuniões e acompanhar as visitas”, disse Rocha.

JOGOS – Em São José da Boa Vista, os profissionais desenvolvem um jogo de tabuleiro que simula uma viagem. A cada casa que o participante avança, é proposto um desafio. “Esse material foi feito por meio do Cras itinerante. Lá, nós temos o analfabetismo funcional. Por mais que trabalhássemos diversos recursos, faltava uma assimilação por parte das usuárias, na maioria mulheres. Aí veio a ideia do jogo”, explica a coordenadora do Cras no município, Kátia Regina Barbosa.

Kátia ressalta ainda que as famílias, ao chegarem até o Cras, estão focadas nas fragilidades que possuem e esquecem que também têm pontos positivos. Segundo ela, o jogo propõe o resgate desses sonhos.

“No acompanhamento familiar, fazemos várias dinâmicas. No jogo, percebemos que a abertura delas era maior. Quando estão jogando, querem ganhar e, para que isso aconteça, precisam fazer o que o jogo pede, que é contar uma história de superação ou uma fragilidade”, diz a assistente social do Cras, Juliana Akemi.

TROCA DE EXPERIÊNCIAS – As experiências são exitosas tanto nos municípios de pequeno porte quanto nas metrópoles. Em Curitiba, um dos relatos de boas práticas vem do Cras Barigui, localizado no bairro CIC. A equipe, que atende 106 famílias por meio do Família Paranaense, teve a iniciativa de promover encontros entre as diversas gerações de uma mesma família, como crianças, adolescentes e idosos.

Segundo a diretora de Proteção Social Básica da Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), Cíntia Aumann, desde que o município aderiu ao programa, em 2017, foram promovidos diversos encontros no Cras, que envolvem debates em grupo sobre filmes, organização de brinquedoteca, trabalho sobre reciclagem de materiais, entre outras atividades.

“As experiências dos municípios de pequeno porte também nos servem como exemplo e trazer as boas práticas para esse evento é mostrar o que os Cras estão fazendo a mais pelas famílias”, afirma.

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