Santo Antônio da Platina

Extensão da UENP sem prazo para sair do papel

Projeto para instalação de cursos tecnológicos está praticamente pronto, mas depende de recursos do Estado

Lucas Aleixo – Especial para Tribuna do Vale


A abertura da extensão da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em Santo Antônio da Platina não tem, ao menos por ora, previsão de sair do papel. Embora o projeto esteja bem adiantado, a execução depende de inúmeros fatores que vão além dos esforços da universidade, especialmente a liberação de recursos por parte do governo do Estado.

A extensão foi anunciada ano passado e gerou expectativas, porém, ao que parece, o projeto ainda estava em fase embrionária quando foi levado a público. “Claro que todos nós gostaríamos que ano que vem essa extensão já acontecesse, e nós trabalhamos muito para isso, mas ainda não há condição de darmos um prazo. A efetivação da extensão depende de uma série de fatores e investimentos, sendo que muitos deles estão fora da nossa alçada. Se tiver condições em termos de espaço e profissionais, realmente poderia começar ano que vem. Temos dialogado com o governo do Estado, mas volto a dizer que previsão não existe por enquanto”, explica a reitora da UENP, professora Fátima da Cruz Padoan.

O que há de mais concreto sobre a extensão da universidade em Santo Antônio da Platina diz respeito à localização e aos cursos. Ainda de acordo com a reitora, há uma conversa adiantada com a prefeitura do município para a cessão do prédio de um antigo colégio agrícola e estudos sobre a escolha dos cursos a serem oferecidos.

“Temos uma conversa com o município e já nos foi disponibilizado um espaço de um colégio que está sem uso, parece. E com relação aos cursos, também conversamos com as lideranças de Santo Antônio sobre a demanda profissional. A princípio seriam cursos tecnológicos em Alimentos Industrializados e Fruticultura, mas ainda é um estudo”, continua Fátima.

MÃO DE OBRA

O estudo da demanda profissional, segundo a reitora, tem sido uma preocupação constante da universidade para buscar o desenvolvimento regional. “Hoje o que vemos é muita gente se formando e indo embora para outras regiões, ou ficando por aqui sem exercer a profissão por falta de campo. Então temos estudado muito as áreas que tem espaço no Norte Pioneiro para que a pessoa possa se formar e se estabelecer na região, com qualidade. Daí a necessidade de avaliarmos com calma e junto com a comunidade o que o município está precisando em termos de mão de obra”.

EXTENSÕES

Fátima ainda revela que a intenção da universidade é abrir extensões também em outros municípios da região, mas que isso ainda é um processo que deverá levar algum tempo. “Temos a procura constante de municípios para abrirmos extensões, e nós realmente planejamos isso, mas é claro que é um sonho a longo prazo. O fato é que nós temos buscado desde já que cada vez mais a UENP possa ser uma ferramenta de desenvolvimento de toda região”.

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