Ribeirão Claro

Ex-servidor reafirma que foi perseguido por Mário Pereira

Caso levou o gestor a condenação e execução para restituir os cofres públicos em R$ 319 mil

Da Redação


Parece novela mexicana, mas não é! Após condenado e executado pela justiça, a restituir os cofres públicos R$ 319 mil, por perseguição política, o prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira, enviou uma nota à imprensa, induzindo os leitores, e eleitores, que o ex-servidor Ademir Miranda, vítima no processo em questão, não foi perseguido por ele durante sua gestão.

Porém, Ademir, que atualmente mora em Ourinhos (SP), foi localizado pela equipe de reportagem da Tribuna do Vale e confirmou, por telefone, que foi vítima de perseguição sim, pelo simples fato de não ter votado a favor de Mário Pereira quando candidato. O ex-servidor ainda acrescentou, que seu pai também foi mais uma das vítimas do prefeito.

Segundo Ademir, ele não recebia ordens diretas de Mário, mas sim, de seus subordinados. Porém, o termo subordinação, na acepção original, é a relação de dependência ou submissão entre pessoas, ordem estabelecida entre elas e segundo a qual umas recebem autorizações ou incumbências das outras. Em outras palavras, o prefeito manda, e os subordinados obedecem.

A nota emitida pelo gestor, respaldado pela sua assessoria jurídica, induz a opinião pública de que Mário foi condenado injustamente, assinalando falhas judiciais.

Porém, a justificativa inclusa na Nota à Imprensa reafirma mais uma vez que Mário Pereira ainda não concorda em restituir os prejuízos causados ao erário. Foram mais de R$ 96 mil reais pagos com dinheiro do povo e que deverão ser devolvidos com juros, correção monetária e honorários advocatícios.

Como se não bastasse, a nota alerta os veículos de comunicação, sem citar nenhum órgão específico, para ter discernimento e cautela, para não veicular informações descontextualizadas. Porém, a equipe de reportagem da Tribuna do Vale informa a seus leitores que todas as informações transcritas na reportagem estão baseadas em decisões judiciais.

ENTENDA O CASO – Os procuradores jurídicos da Prefeitura de Ribeirão Claro moveram uma ação regressiva, em 2015, contra Mário Pereira pedindo a restituição do valor pago pelos cofres públicos, em ação trabalhista movida por Ademir Miranda diante das ações de perseguição desumanas contra o ex-servidor.

Nesta semana, a juíza de direito, de Ribeirão Claro, Tatiana Monteiro Furtado de Mendonça, autorizou o cumprimento de sentença e o gestor deverá pagar R$ 319.791,38.

De acordo com a planilha de débitos judiciais, R$ 147.573,32 correspondem ao valor atualizado da ação trabalhista paga pelo município ao ex-servidor público, os outros R$ 147.146,12 relativos a juros moratórios, visto que o município desembolsou o montante há aproximadamente oito anos, e mais R$ 29.071,94 referente a honorários advocatícios.

A decisão da juíza autoriza intimação para pagamento da dívida no prazo de 15 dias, sob pena de multa de 10% e honorários advocatícias de 10%. O gestor poderá ter bens penhorados em caso de descumprimento do pagamento.

Deixe um Comentário