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Esvaziamento da Amunorpi ameaça Hospital do Câncer

Viabilização de unidade avançada do HCL em Santo Antônio da Platina depende da união dos prefeitos


Unidade do HCL deve funcionar no imóvel construído para receber uma UPA, em Santo Antônio da Platina
CRÉDITO: Antônio de Picolli

Da Redação

A veiculação na edição de ontem da Tribuna do Vale dando conta que seis prefeitos da região já se desfiliaram da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) está preocupando os coordenadores que viabilizam a instalação de uma unidade avançada do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), no imóvel onde deveria funcionar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Santo Antônio da Platina. Esta é uma das condições para que o projeto seja viabilizado e isso está prejudicando a imagem da região, pela desunião de suas lideranças.

Ontem a reportagem recebeu ligação telefônica de um dos membros da direção do hospital londrinense, querendo detalhes desse processo de esvaziamento da Amunorpi com a saída de vários prefeitos da região desde que a entidade foi atingida com o escândalo de desvios de recursos que há anos abala a credibilidade da instituição.

O dirigente foi categórico em assinalar que a união dos prefeitos é a base do projeto. A unidade projetada para Santo Antônio da Platina prevê estrutura para atender uma região com população estimada de 300 mil habitantes, 10% do volume de atendimento do HCL em Londrina. “Uma das motivações para o HCL instalar uma unidade do Norte Pioneiro é justamente a força da Amunorpi, composta por 26 municípios. A notícia de que seis municípios se desfiliaram é muito ruim e compromete o projeto”, alertou o diretor.

Segundo ele o projeto de instalação da unidade do HCL está bem adiantado e já uma realidade, mas a participação efetiva de todas as lideranças é fundamental. Os deputados federais Alex Canziani e Diego Garcia já se articulam, inclusive com emendas para obtenção de recursos e ampliação do imóvel. “Mas se os prefeitos não se unem, fica difícil”, lamenta.

Outra fonte do Hospital do Câncer consultada pela reportagem admite a hipótese dos municípios que não fizerem parte da Amunorpi ficarem de fora do convênio para atender os pacientes dessas cidades. O projeto, segundo ele, é de uma parceria entre o HCL e a Amunorpi. “Quem não fizer parte corre risco de ficar de fora desse convênio”, assinalou.

Desde que a Amunorpi entrou em crise, saíram da entidade os municípios de Abatiá, São José da Boa Vista, Wenceslau Braz, Quatiguá, Guapirama e Ibaiti. Cada prefeito desses municípios deu versão diferente para justificar a saída, mas o que se percebe de fato é a falta de espírito associativista, fato que enfraquece a região e torna o Norte Pioneiro refém de políticos de outras regiões.    

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