Esporte Jacarezinho

Esportiva Jacarezinho deve voltar em 2019

Associados escolhem diretoria que planeja devolver alegria ao Estádio Pedro Villela, palco de glórias no passado

Da Redação


A reunião sem alarde, na noite quente do último dia 17, cujo palco, um restaurante no centro de Jacarezinho, selou a decisão dos associados da Associação Esportiva Jacarezinho, de fazer ressurgir o clube de futebol, que na década de 50, colocou a cidade no topo da hierarquia do futebol paranaense ao sagrar-se, por duas vezes, (1951 e 1954) vice-campeão estadual.

A sorte está lançada e a meta agora é tornar o sonho realidade. A velha Esportiva de guerra está de volta e deve estrear nos gramados em 2019, primeiro disputando uma liga do interior de São Paulo nas categorias Sub 14, Sub 16, Sub 19 e Sub 23, com uma base para encarar o desafio do Campeonato Paranaense da 3ª Divisão, em 2020, primeiro passo para chegar à categoria principal.

A parte burocrática está sendo formalizada, com a eleição da nova diretoria, que terá na presidência, Alex Vasconcellos, na vice, Clemente Borba, tendo ainda, Pedro Andrade, como tesoureiro, e, Júlio César de Almeida, como secretário geral.

Antônio Fermiano de Moraes, o Neno, com passagens como técnico em várias equipes de base de clubes do interior paulista e Japão, está sendo o idealizador do projeto. Ele já confirma a vinda de Edson Pezinho, que na última temporada dirigiu a equipe do Fernandópolis, clube que disputa a 2ª Divisão Campeonato Paulista.

A nova direção busca apoio da prefeitura, que é a proprietária do Estádio Pedro Villela. Os dirigentes reconhecem que a praça de esportes precisa de melhorias e necessita de investimentos para adequar-se às exigências da Federação Paranaense de Futebol.

O clube jacarezinhense também negocia com a Santacruzense, de Santa Cruz do Rio Pardo – SP, uma parceria para que o juniores que o clube quer formar, possa disputar uma das fases do interior da Copa São Paulo de Futebol Junior, a mais importante competição do gênero no país.

Para Neno, o Norte Pioneiro é um celeiro de craques e deve fornecer a base de atletas que o clube precisa para enfrentar as várias modalidades que pretende disputar. “Queremos que a região faça parte de nossa história, adotando a Esportiva como o seu clube do coração”, diz otimista.

80 anos

Curiosamente o “Leão do Norte”, como era chamado a Esportiva, ressurge no ano em que o clube comemora 80 anos de fundação, que aconteceu no dia 1ºde novembro, mas sem que fosse lembrado. Pensando nisso a nova diretoria resgatou o mascote do time, um simpático leão. A direção mantém inalterado o símbolo historicamente ostentado. Para marcar a data a direção promete uma série de eventos envolvendo a comunidade.   

História

Em reportagem publicada este ano, de autoria do jornalista Thiago Mossini, a Folha de Londrina conta um pouco desta história. Vice-campeã estadual por duas vezes, a Esportiva foi uma das grandes forças do Paraná. A equipe foi fundada em 1938 por um grupo de fazendeiros. Nos registros oficiais das atas do clube, consta que a primeira partida foi disputada contra o Atlético Assisense, seis meses após a fundação. A Esportiva venceu o time de Assis (SP) por 4 a 3. 
Um mês depois, fez seu segundo jogo, com a equipe que se tornaria sua principal rival: Cambaraense. ”Nossa! Era muito feia a rivalidade.

O ano de 1951 foi o início do sucesso do time de Jacarezinho. Numa campanha surpreendente a Esportiva chegou à final do Campeonato Paranaense contra o Coritiba, fato raro para um time do interior até então apenas Operário (29 e 38) e Guarani (31), ambos de Ponta Grossa, em 1931, haviam chegado às finais, mas sem sucesso. Foi a primeira vez que um time do Norte do Estado decidiu o campeonato. 
Três anos depois, novamente a Esportiva chegou à decisão do Campeonato Paranaense. Mas outra vez estava em seu caminho o Coritiba. O time de Jacarezinho manteve a base de 51, mas com alguns reforços. E fez uma boa campanha durante a fase de classificação. O primeiro jogo das finais foi no Norte Pioneiro e o Coxa venceu por 2 a 0. No segundo jogo, na capital, a Esportiva bem que tentou, mas não conseguiu superar o alviverde e perdeu por 3 a 1. 
Depois dessa nova decepção, o time foi desfeito. Em 56, a diretoria pediu licença na Federação. Quando voltou, ainda mostrou que podia alcançar o triunfo estadual. Em 61, foi campeão do Norte Velho Paranaense e foi para a decisão do campeonato com o Comercial, de Cornélio Procópio (campeão do Norte), e Operário, de Ponta Grossa (campeão do sul). Mas a equipe decepcionou e ficou com a terceira colocação. Neste triangular o time levou uma das maiores goleadas de sua história: 8 a 1 para o Operário.

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