Santo Antônio da Platina

Escorpiões assustam moradores do Residencial Eunice Eleutério

Somente no domingo (14), mais de 20 animais foram capturados e exterminados no bairro

Luiz Guilherme Bannwart


Moradores do Residencial Eunice Eleutério, em Santo Antônio da Plaina, estão assustados com o número de escorpiões encontrado no bairro. Somente no último domingo (14), mais de 20 animais foram capturados e exterminados pela população, que cobra atenção especial aos órgãos competentes para tratar do problema.

Na manhã desta segunda-feira (15), parte dos animais capturados pelos moradores foi entregue no Departamento Municipal de Vigilância em Saúde. “Os agentes de endemias foram comunicados após a notificação e irão desenvolver um trabalho específico no bairro junto aos moradores. Infelizmente, o município registra números elevados de escorpiões em vários bairros. Por isso é importante comunicar o Setor de Vigilância em Saúde imediatamente para tomarmos das medidas pertinentes ao problema”, orienta a secretária municipal de Saúde, Gislaine Galvão.

Dicas

A melhor forma de afastar a possibilidade de acidentes com escorpiões é evitar que eles se proliferem nas residências e áreas urbanas. A Secretaria de Estado da Saúde orienta a população sobre os cuidados que devem ser tomados para coibir que a população desses animais cresça. As principais medidas são organizar o quintal e mantê-lo limpo, remover entulhos e sobras de construção, e fechar frestas, colocando telas nos ralos e nas janelas.

Outras recomendações são usar sacos de areia nos vãos das portas e não deixar expostos resíduos orgânicos, já que atraem baratas, um dos alimentos para os escorpiões.

Controle

A Secretaria de Estado da Saúde tem acompanhado a dispersão de escorpiões nos municípios dentro do Programa Estadual de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos e Venenosos. Em 2018, foram registrados 3144 acidentes – a maior parte no Norte, Oeste e Noroeste do Estado.

Infestação

Em Santo Antônio da Platina, o Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é o mais encontrado pela população. Trata-se de um escorpião típico do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

No caso desta espécie, há dois fatores que contribuem para uma infestação. Trata-se de um animal com grande capacidade de adaptação aos ambientes alterados pelo homem, em especial o ambiente urbano. Isso favorece para que ele se reproduza de forma mais eficaz.

Além disso, o escorpião amarelo não precisa de um casal de animais para se reproduzir, bastando uma fêmea para gerar filhotes (reprodução por partenogênese).

Captura

Caso seja encontrado um escorpião em uma residência, ele deve ser capturado ou exterminado. É preciso tomar muito cuidado ao capturar um escorpião vivo, pois ele pode se movimentar rapidamente durante uma fuga e se esconder. O ideal é empurrá-lo para dentro de um pote, que será fechado com tampa. Em seguida, este escorpião deve ser levado à Secretaria de Saúde para identificação. Assim será possível avaliar o risco que aquele animal representa para a saúde e tomar as providências para reduzir sua ocorrência.

Picada

Em caso de uma picada, deve-se procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima o mais rápido possível, principalmente em caso de crianças, para que os danos causados pelo envenenamento sejam minimizados pelo tratamento. O soro antipeçonhento é disponibilizado apenas na Rede SUS.

A picada de um escorpião causa dor imediata, podendo irradiar para o membro e ser acompanhada de adormecimento, vermelhidão e suor. Podem surgir suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos, salivação excessiva, dentre outros sintomas mais graves.

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