Saúde

Envelhecimento requer cuidados redobrados com a saúde

Da Assessoria


População idosa paranaense corresponde a 14,5% da população geral do Estado
CRÉDITO: Antônio de Picolli

Em homenagem ao Dia Nacional e Internacional do Idoso, comemorado em 1º de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde alerta a população que envelhecer com qualidade de vida exige cuidados redobrados com a saúde. Segundo as mais recentes projeções do IBGE, em 2018 a população idosa paranaense corresponde a 14,5% da população geral do Estado, com um contingente de 1.645.646 indivíduos.

O secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Nardi, diz que a mudança no perfil demográfico da população, com o aumento da expectativa de vida e consequente ampliação da população idosa, é um desafio para os gestores públicos. No entanto, não se deve associar idade avançada com ausência de saúde. Com os cuidados adequados, o idoso pode ter qualidade de vida, com melhor nível de autonomia e independência pelo maior tempo possível.

“A Rede de Atenção Integral à Saúde do Idoso do Paraná é uma resposta a este novo momento demográfico”, afirma Nardi. Segundo ele, trabalhando em rede, a Secretaria da Saúde cria protocolos para dar retaguarda adequada aos idosos em todos os pontos de atenção à saúde: nas unidades básicas, nos centros de especialidades e na rede hospitalar.

AUTONOMIA – Para os que envelhecem, muito mais do que apenas a ausência de doenças, a qualidade de vida significa manutenção da autonomia e independência. A médica da Divisão de Saúde do Idoso da Secretaria da Saúde, Adriane Miró, lembra que a saúde do idoso resulta da interação de múltiplos fatores relacionados a aspectos físicos, mentais, sociais e ambientais. “Não é suficiente agir apenas sobre doenças, precisamos conhecer e avaliar todos os componentes da saúde do idoso e individualizar as intervenções propostas, respeitando os desejos do idoso”, disse.

O secretário da Saúde ressalta que a estratégia proposta pela Rede do Idoso contempla todos esses aspectos. “É uma proposta inovadora, que busca, com a atuação de uma equipe multidisciplinar, prevenir, identificar precocemente e manejar de forma adequada condições que podem expor o idoso ao declínio de sua saúde”, diz ele.

Adriane Miró salienta que para isso é necessário extenso programa de capacitação dos profissionais que atuam em todos os níveis de atenção: “Queremos introduzir em todos os serviços os princípios do cuidado geriátrico-gerontológico. Até o final de 2018 teremos realizado capacitações para profissionais de todas as regionais de saúde do Estado e esse é um processo contínuo”, afirma.

HÁBITOS – Ela ressalta que envelhecer com saúde é possível, mas depende também dos hábitos de cada indivíduo. Visita regular ao serviço de saúde, prática de atividade física, alimentação e hidratação adequadas, evitar o tabagismo e consumo de álcool e drogas ilícitas, hábitos sexuais saudáveis, cultura da paz, entre outros, são cuidados que devem existir desde cedo na vida. “Além disso, se manter ativo no envelhecimento, preservando as relações familiares e sociais, buscando sempre aprender e adquirir novas habilidades são cuidados importantes para a manutenção da saúde mental, em seus aspectos cognitivos e emocionais”, acrescenta Adriane.

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