Jundiaí do Sul

Em desespero pequeno produtor rural pede socorro

Vazamento de fossas de 29 moradias inviabiliza criação de peixes e destrói negócio de pequeno produtor

Da Redação


A contaminação ambiental, provocada pelo vazamento de fossas de 29 moradias de um conjunto habitacional de Jundiaí do Sul, denunciado na Tribuna do Vale em dezembro de 2017, continua infernizando a vida do micro produtor rural José Augusto Lourenço, que perdeu quase tudo com a inviabilidade de sua pequena chácara, localizada nas proximidades de perímetro urbano.

Ontem ele encaminhou um vídeo e fotos mostrando o drama que está vivendo. O tanque de piscicultura, que cultivava com três mil peixes, está perdido tendo em vista que o vazamento das fossas contaminou o criatório, inviabilizando o consumo de várias espécies de peixes. Ele estima um prejuízo de cerca de R$ 30 mil, tendo em vista que cada peixe, no final do ciclo de engorda, estaria pesando, em média, mais de um quilo.

“Se tivesse comercializado minha produção, poderia vender, em média, uns três mil quilos de peixes a 10 reais. Perdi, pelo menos, uns 30 mil reais”, lamenta.

Lourenço conta que está cada dia mais difícil sobreviver na chácara, pelo mau cheiro insuportável. Outros animais que cria na pequena propriedade também estão inviáveis para consumo porque se alimentam e consomem água contaminada. “Ninguém compra um frango ou qualquer animal criado na chácara. Todo mundo tem medo de se contaminar”, lamenta.

Impunidade

Legalmente, segundo José Augusto, a responsabilidade pela limpeza das fossas é da Sanepar, que detém o controle da exploração dos serviços de água e esgoto em Jundiaí do Sul. Porém, a empresa, segundo acusa, nada tem feito para resolver o problema.

Ele reclama que na prefeitura nada fazem, apesar das reclamações que leva ao Poder Executivo e Câmara de Vereadores. “Ninguém faz nada. Estamos abandonados à nossa própria sorte”, desabafa.  

Ele conta que já procurou ajuda no Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Ministério Público Estadual (MPE), mas o problema persiste. “O máximo que a prefeitura fez, de vez em quando, é mandar um caminhão para limpar as fossas, mas o equipamento é pequeno e muito pouco pode fazer para resolver o problema”, lamenta.

Por conta dessa situação, o produtor diz que não consegue renda suficiente para se manter e está cada dia mais endividado. “Se compro alguma coisa pra casa, não consigo dinheiro pra pagar porque minha fonte de renda secou. Estou pedindo socorro às autoridades porque não sei mais o que fazer”, clama desesperado.  

Deixe um Comentário