Cornélio Procópio Covid-19

Em Cornélio Procópio, lideranças se reúnem e decidem pela manutenção de decreto municipal

Representantes Poder Público e empresários contestam decisão que decreta fechamento do comércio

Altair de Oliveira

Ataíde Cuqui


Lideranças de Cornélio Procópio decidiram manter o decreto municipal que permite a abertura do comércio da cidade com horário reduzido. A medida foi tomada durante reunião na manhã deste sábado (04) da qual participaram o prefeito Amin Hannouche, empresários, comerciantes e dirigentes da Associação Comercial e Empresarial (Acecp).

A deliberação de abrir o comércio com horário reduzido, das 10h às 16h, embora confronte com o último decreto estadual que estabelece medidas restritivas no funcionamento nos municípios da 18ª Regional de Saúde, está embasada no ultimo decreto municipal.

 “Nós precisámos ter um posicionamento.  Essa assembleia foi necessária para soubéssemos do interesse do empresário. Entendemos que não é o momento de fechar. O próprio boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) comprova que os números do município já estão controlados”, disse o presidente da Acecp, Fabiano Inoue.

Para ele, o tempo de fechar já passou quando o município registrava 170 casos positivos e ativos. Agora, a situação está sob controle. “Graças ao trabalho da Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária e Defesa Civil, houve uma evolução positiva e, na reunião, todos entenderam que não é o momento de fechar”, justificou o empresário.

Pedido de reversão

Para outro membro da entidade, Luiz Eduardo Araújo, a decisão do governador foi correta, embora tomada em momento errado. “Ela caberia para o município e região se tivesse sido tomada lá atrás, nos primeiros dias de junho. Acreditamos que foi através de informações equivocadas. Por isso, estamos pedindo que ele reconsidere as informações que utilizou para decidir”, afirmou Araújo.

O presidente do Sindicato do Comércio, Walter Barros, também se manifestou sobre a precipitação em incluir o município no decreto governamental. “Em conversa com o vice-governador, Darci Piana, ele nos admitiu que, quando o governo recebeu as informações, os números do município com a doença ainda estavam altos. Agora, nos pediu novas informações para que sejam passadas ao secretário de Saúde, Beto Preto, para que possa rever a situação”, informou.

A vice-prefeita e vice-presidente da Ação Civil do município, Angélica Olchaneski, também participou da reunião, realizada no Centro Cultural Galdino de Almeida. O prefeito Amin Hannouche preferiu não se manifestar.

No começo da noite de sexta-feira (04), algumas manifestações pediam alternativas que evitem o fechamento das lojas e pequenas empresas da cidade. Uma delas foi através de desfile de veículos pela avenida central da cidade com a participação de vários segmentos da sociedade. A argumentação era de que, com sua manutenção, o decreto do governo levaria a um quadro de falência.

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