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Educação como propulsor da Inovação

(*) Marcos Paim


Fevereiro, 2019 – Divulgado recentemente, o Bloomberg Innovation Index 2019, um índice mundial que apresenta um ranking dos países mais inovadores, revelou, sem surpresas, Coreia do Sul, Alemanha e Finlândia na ponta. Na parte de baixo da tabela, também sem novidades, Brasil, Argentina e México marcam presença, dando destaque negativo à América Latina.

Entre uma série de itens medidos pelo indexador de Inovação da Bloomberg estão a produtividade, a pesquisa e a geração de patentes. Olhando para esses itens, podemos nos perguntar: Que tipo de educação uma pessoa precisaria ter para ajudar o país no desenvolvimento econômico e social? Pensando em educação formal, que tipo de escola precisamos para que nossos futuros profissionais sejam produtivos, criativos, críticos, questionadores, inovadores e até inventores?

Acredito que as escolas podem ajudar a desenvolver na maioria essas prestigiadas habilidades e competências nos alunos. Sabemos das dificuldades, mas temos de pensar em como, mesmo com recursos escassos, podemos transformar as escolas públicas e privadas em ambientes cujos os resultados ajudem a ampliar o desenvolvimento do país.

Os países do topo dos rankings de inovação e educação, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), por exemplo, não fazem segredo: investem na qualidade dos professores. O investimento no professor é uma das apostas de maior retorno em educação, em especial nas ciências naturais e matemática, que são parte do coração dos programas que envolvem a metodologia STEM (da sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Em conjunto com as demais áreas do conhecimento presentes no currículo escolar, as áreas STEM abrem enormes possibilidades para os futuros inovadores do país.

Porém, para que o professor possa preparar futuros inovadores, ele mesmo precisa ser um na sua área de atuação e dentro da sala de aula. Assim, ele precisa melhorar seus métodos, favorecendo a aprendizagem dos alunos, experimentar e oferecer aos estudantes oportunidades de inovarem também. Parte do processo de inovação envolve pesquisa – uma excelente oportunidade de trabalhar conteúdos de ciências aplicados à realidade, à vida – e colaboração – aprender e ensinar colegas, sejam eles professores ou alunos, com foco especial em criar algum benefício coletivo, solucionando um problema real.

Enfim, inovar em sala de aula é também encontrar novas formas de aprender dando vida aos conteúdos, desfrutando da beleza da matemática e das ciências, gerando resultados para alunos, professores e toda a sociedade brasileira.

(*) Marcos Paim, professor e diretor do programa STEM Brasil da ONG Educando.

Sobre Marcos Paim – Diretor STEM Brasil e STEM México

Marcos Paim é diretor dos programas STEM Brasil e STEM México, promovidos pela organização internacional Educando, além de Chief Technology Officer (CTO) da instituição desde 2009. Antes disso, trabalhou no Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LEC/UFRGS), onde treinou professores e gerenciou projetos educacionais para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e para o Ministério de Educação (MEC). Paim também gerenciou projetos educacionais para o Grupo Positivo, Instituto Tecnológico do Paraná (TECPAR) e Prefeitura de Curitiba. É graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com especialização em Física.

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