Eleições Santana do Itararé Tomazina

Dois municípios da região têm apenas um candidato a prefeito

Santana do Itararé e Tomazina têm candidaturas únicas

José Izac e Flávio Zanrosso não têm adversários nas disputas de Santana e Tomazina, respectivamente

Da Redação


Dois municípios da região já têm praticamente definidos os resultados das eleições majoritárias. Santana do Itararé e Tomazina só têm um candidato a prefeito cada e, desta forma, a população já sabe que, exceto algum imprevisto muito grande, essas candidaturas únicas serão as vitoriosas no pleito de 15 de novembro.

Em Santana do Itararé o candidato a prefeito de forma solitária é José Izac (PT), que foi o chefe do Poder Executivo por dois mandatos consecutivos entre 2009 a 2016, quando seu grupo político conseguiu a sucessão ao cargo elegendo o então vice-prefeito, Joás Michetti (PDT).

Agora José Izac volta ao cenário, mantendo o apoio do antigo grupo e tendo na vice Joaquim do Venerando (PSL), antigo adversário que agora se une ao ex-prefeito em uma aliança que basicamente inviabilizou outras candidaturas.

Em Tomazina o atual prefeito em primeiro mandato, Flávio Zanrosso (DEM), concorre à reeleição igualmente sem adversários. Com uma boa avaliação de governo por parte da população, o gestor viu a oposição não conseguir se articular em torno de um nome para concorrer à chefia do Executivo.

Desta forma, tendo como vice o vereador Marcio Rodrigo Faria (DEM), Flávio Zanrosso também terá um período de campanha sem maiores dificuldades.

MITO DOS VOTOS NULOS

A suposta questão de que se os votos nulos forem em maior quantidade que votos destinados a um ou mais candidatos obriga uma nova eleição não passa de um mito, sem qualquer fundamentação na legislação eleitoral.

Isso porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) computa apenas os votos válidos, ou seja, os votos destinados a algum candidato. Desta forma, qualquer voto de um candidato em município com um único candidato representará a totalidade dos votos válidos, ainda que brancos, nulos ou ausentes sejam numericamente superiores.

Por exemplo, em São José da Boa Vista nas eleições de 2016 só havia um candidato, o então prefeito e candidato a reeleição, Sérgio Kroneis (PSDB). Na oportunidade o gestor teve 2.937 votos, enquanto brancos, nulos e abstenções somaram 1998 eleitores.

Para o TSE os 2.937 votos de Sérgio Kronéis foram os únicos válidos, dando a ele 100% da votação contabilizada no município, o que aconteceria independente de qual fosse o número. Logo, qualquer candidato a prefeito em municípios de candidatura única que tiver um único voto, estará eleito.

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