Educação

Disputa política pode inviabilizar curso de Medicina, alerta reitora

Reunião realizada nesta quinta-feira, sede da reitoria, em Jacarezinho, debateu projeto de criação do curso na região

Reunião aconteceu na tarde desta quinta-feira (5) na UENP em Jacarezinho
CRÉDITO: Tiago Angelo

Da Redação


Durante uma reunião tensa, realizada na tarde desta quinta-feira (5), na sede da reitoria da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em Jacarezinho, a reitora da instituição, professora Fátima Aparecida da Cruz Padoan, foi taxativa em afirmar que uma eventual disputa política entre as lideranças das duas associações municipalista, Amunorpi (Jacarezinho) e Amunop (Cornélio Procópio) poderá inviabilizar o projeto e, mais uma vez, frustrar as expectativas do Norte Pioneiro de sediar um curso de Medicina.

Ela respondeu a um questionamento da Tribuna do Vale, diante da posição firme dos prefeitos e lideranças da microrregião da Amunorpi, que não abrem mão de sediar o curso no campus de Jacarezinho, contrariando o projeto da direção da instituição que indicou Cornélio Procópio, como a cidade que corresponderia às exigências técnicas para sediar o curso.

No início dos debates o prefeito de Ribeirão Claro, Mario Augusto Pereira chegou a bater boca com o professor Bruno Galindo, responsável pela elaboração do projeto do curso, responsável pela explanação aos participantes, chegando ameaçar a deixar o local da reunião. A situação só não chegou ao descontrole pela habilidade da reitora, que interviu superando o impasse.

As lideranças da região foram intransigentes: não abrem mão do curso de Medicina na região da Amunorpi, mesmo com a reitoria da UENP sustentando que o projeto é absolutamente técnico. 

Bruno Galindo disse que alguns dados apurados em estatísticas públicas decidiram a escolha por Cornélio Procópio, entre os quais, a estrutura do setor de saúde, principalmente número de leitos hospitalares. A vantagem favorável à sede da Amunop é de pouco mais de 20 leitos hospitalares, que para os representantes da Amunorpi, é justificativa insuficiente diante das carências da região lideradas por Jacarezinho e Santo Antônio da Platina.

O empresário Marcelo Palhares, uma das lideranças que representam o governador Ratinho Junior na região, disse que um grupo do qual faz parte tem quase pronto um estudo que contesta as justificativas da direção da UENP e que vai levar documentos ao governo defendendo atese da região da Amunorpi.

Outras duas lideranças que manifestaram posições contundentes contra o projeto da reitoria da UENP foram Pedro Claro de Oliveira Neto e Professor Zezão, o ex-prefeito e o atual dirigente de Santo Antônio da Platina, além de outras lideranças, que prometeram ir ao governador Ratinho Junior.      

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