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Depen quer construir presídio em parque industrial de Jacarezinho

Unidade deverá ter capacidade para 1000 a 1200 presos, com investimentos de R$ 25 milhões

Projeto inicial prevê a construção da unidade prisional no Parque Industrial de Jacarezinho
CRÉDITO: Divulgação

Da Redação


Membros do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública, estiveram na tarde de ontem (13) em Jacarezinho vistoriando a área adquirida pela Prefeitura, na qual o Município pretende instalar um novo parque industrial. A comitiva era composta, entre outras pessoas, pelo juiz da vara criminal da comarca Alarico Francisco Rodrigues de Oliveira Junior. A intenção é construir no local um presídio de médio porte com capacidade entre 1000 e 1200 presos, segundo relato do secretário municipal de Comércio e Indústria, Homero Pavan Filho, que fez questão de assinalar que é contra a iniciativa.

Segundo o secretário, a região necessita deste investimento e Jacarezinho, na condição de polo administrativo regional, é o local natural para abrigar o empreendimento, mas não num local dentro do perímetro urbano, planejado para receber 60 pequenas indústrias com geração prevista de 600 empregos.

“Não sou contra o presídio, é uma necessidade, mas não neste local. Temos muitas outras áreas aptas à sua construção. Vale ressaltar que o Plano Diretor de Jacarezinho proíbe este tipo de construção no perímetro urbano”, salientou Homero Pavan.

No início da noite desta quarta-feira (13) uma liderança da comunidade, que pediu anonimato, ligou para a redação da Tribuna do Vale, afirmando que já existe mobilização para pressionar a Câmara de Vereadores a vetar a instalação do presídio com base na lei que instituiu o Plano Diretor de Jacarezinho. “Acho necessário a construção do presídio, mas não neste local”, esbravejou.

História antiga

A construção de um presídio em Jacarezinho, dentro do programa nacional de instalação de Centros de Detenção e Ressocialização (CDRs) é desenvolvido há mais de uma década. A primeira tentativa de construí-lo ocorreu na primeira gestão da ex-prefeita Tina Toneti (PT) – 2005 a 2009. Inicialmente ela era entusiasta da ideia, mas pela repercussão negativa perante a comunidade, recuou e a iniciativa caiu no vazio. Isso garantiu mais um mandato para a ex-prefeita, que ficou mais quatro anos na prefeitura, entre 2009 e 2012.

O atual prefeito, Sérgio Faria (DEM), está no seu segundo mandato, sem a preocupação das pressões sociais e políticas. Ele mostra-se favorável à construção, principalmente porque o presídio injetará R$ 25 milhões na economia local e vai gerar de 300 a 400 empregos diretos. Como o projeto está no início, a previsão é que um amplo debate possa levar à sua aprovação.

Segundo uma fonte do Depen, o convênio do Paraná com o Ministério da Justiça para a construção e vários presídios no estado expira no final deste ano e a aprovação desta unidade no Norte Pioneiro precisa sair do papel o quanto antes. A área mínima onde o presídio deve ser erguido deverá ter entre 24 a 48 mil metros quadrados, composta de vários pavilhões.

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