Jacarezinho

Delivery e promoções são soluções encontradas para driblar a crise

Empresários buscam saídas para se manter de portas abertas em meio a restrições causadas pela pandemia

Da Redação


Garçons se espremendo entre mesas cheias para tirar e levar pedidos. Esta é, definitivamente, uma cena que não tem nenhuma previsão de voltar a acontecer. Com bares, lanchonetes e restaurantes tendo que se adaptar á série de sanções impostas pela pandemia, empresários lutam para encontrar soluções que não desrespeitem as restrições e que mantenham os clientes. Ampliação dos serviços de delivery e promoções estão entre as saídas mais citadas para que esses estabelecimentos possam se manter de portas abertas. 

Na maior parte dos municípios do Norte Pioneiro estabelecimentos deste gênero podem atender com metade da capacidade, mas a “procura física” diminuiu bastante, então a palavra adaptação é fundamental para a sobrevivência no ramo da alimentação. 

Rafael Bonito, proprietário do Barbarril, bar e lanchonete de Jacarezinho, optou por não retornar ao atendimento presencial, oferecendo todo o cardápio de lanches, petiscos e bebidas artesanais para entrega. “De imediato teve uma queda bem grande, mas depois recuperamos porque investimos no delivery, com propaganda e tal, e também muitas promoções.

Não precisamos demitir ninguém, pelo contrário, duas contratações que a pandemia tinha adiado agora pudemos fazer, mas realmente o consumo de quem vinha aqui era maior que o consumo de quem pede no delivery, isso perdemos. Uma coisa que sentimos a mudança foi, por exemplo, o aumento do consumo de destilados, coisa que era menor antes disso tudo”, pontua. 

Para Pedro Henrique da Silva Rocha, dono de uma unidade da franquia Acaí Wave, também em Jacarezinho, o principal problema é a falta de expectativa de melhora. O estabelecimento conta com um cardápio que vai de refeições completas para o almoço até lanches e petiscos, além, óbvio, de sobremesas derivadas de açaí. “Nós usamos o auxílio do governo para funcionários e pudemos respirar sem fazer demissões, mas está difícil. Tivemos uma redução de quase 40% do movimento.

O delivery não era nosso foco e passou a ser, até realocamos funcionário da cozinha para a entrega. Temos feito promoções porque nosso cardápio é bem grande e é assim que estamos mantendo. Agora, o problema é que não temos uma previsão de melhorar, de saber que se tivermos dois meses no vermelho vamos poder repor depois. Isso é o que mais preocupa”. 

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