Política

Delegado aponta falhas na fiscalização da JMK

ASSESSORIA DE IMPRENSA SOLDADO FRUET (PROS)


Na reunião desta quarta-feira (3) da CPI da JMK da Assembleia Legislativa, o delegado Benedito Gonçalves Neto, ex-titular da Divisão de Infraestrutura da Polícia Civil, apontou falhas na fiscalização da empresa responsável pela gestão da manutenção da frota de 18 mil veículos do Governo do Paraná de janeiro de 2015 a maio deste ano. Para ele, o modelo é bom, mas precisa ser aperfeiçoado para se tornar eficiente.

“As primeiras oitivas já nos trouxeram detalhes importantes sobre este contrato altamente lesivo aos cofres do Estado, mas ainda temos muito trabalho pela frente”, afirmou o presidente da CPI, deputado Soldado Fruet (PROS). “São muitos documentos e informações para analisar, além de uma série de intimações, que embasarão o relatório final”, disse.

INTERROGATÓRIO – O delegado Benedito relatou que os problemas da Polícia Civil com as oficinas credenciadas pela JMK iniciaram no final de 2015, quando os donos de oficinas ameaçaram não prestar mais os serviços por conta de atrasos nos repasses da empresa. “Levamos essas reclamações ao Deto, que é o órgão fiscal, conforme o artigo nono do contrato. A situação começou a ficar insustentável”, contou.

Na sequência, a frota começou a parar, afetando a locomoção de presos e as investigações. Conforme Benedito, a situação foi tratada numa reunião na Casa Civil, com a participação de representantes da JMK, da Polícia Militar, Polícia Civil e Deto.

“As oficinas começaram a receber, mas não na totalidade. No final de 2017 para 2018, paralisou mesmo. As oficinas não queriam mais fazer os serviços. Estavam se descredenciando e algumas cobrando até judicialmente”, relembrou.

De acordo com Benedito, “a situação ficou horrível até o final de maio de 2019, quando fizemos aporte de R$ 3,6 milhões para a manutenção de
644 veículos por mês.

Em cinco meses, conseguimos fazer 349 veículos e ficamos com saldo de R$ 1,6 milhão, que não pudemos gastar pois não tinha oficina para fazer o serviço”.

O delegado citou que os orçamentos apresentavam uma distorção muito grande em relação aos valores de mercado. “Às vezes a gente postergava o conserto, por não ter condições”, comentou.

Na opinião do delegado, os gestores de cada unidade policial deveriam ter condições de fiscalização dos orçamentos e serviços de manutenção da frota.

“O preço quem discutia era o Deto, a gente era usuário.
Acredito que o próprio gestor é quem deveria ir às oficinas fiscalizar e repassar para a administração, porque o Deto não tinha condições de fiscalizar todas as pontas”, afirmou Benedito.

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