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Definição sobre Medicina da UENP deve passar por reexame

Prefeitos e lideranças da região terão encontro com governador Ratinho Junior no início da semana para tratar do assunto

Entrada do Campus da Uenp, em Cornélio Procópio. Foto: Joka Madruga/Seti

Da Redação


Lideranças do Norte Pioneiro, entre prefeitos da Amunorpi, empresários e líderes classistas terão um encontro com o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), no início da próxima semana (data ainda não está definida) para tratar de uma séria de assuntos de interesse da região, entre os quais, a instalação do curso de Medicina da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a notícia da transferência para Londrina da unidade regional da Paraná Edificações, atualmente em Santo Antônio da Platina.

Um alto membro da atual administração estadual confidenciou à reportagem da Tribuna do Vale, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que, a exemplo do que está ocorrendo com várias decisões tomadas pela ex-governadora Cida Borghetti (PP), o projeto que cria o curso de Medicina da UENP no campus de Cornélio Procópio vai passar por reexame criterioso a fim de checar se efetivamente sua instalação deva ocorrer onde foi escolhido.

“Da mesma forma como ocorreu com várias outras decisões do governo anterior, a questão envolvendo o curso de Medicina deixa claro que a escolha de Cornélio Procópio foi pira manipulação eleitoreira. Nunca vi um projeto tão complexo ser elaborado e aprovado em tão pouco tempo”, analisou o membro do governo.

No entanto, outras fontes do primeiro escalão do governo, consultadas pelo jornal, deixaram claro que um eventual reexame do projeto não implica de antemão que o curso vá ser instalado em outro local ou até mesmo ser revogado, caso que ocorreu com a aquisição, pelo Estado, do Hotel Bandeirantes, de Maringá, desapropriado por Cida Borghetti para se transformar num museu. Ratinho Junior simplesmente revogou o decreto da ex-governadora e melou o negócio, feito em tempo recorde.

“Novos estudos serão realizados. Quem elaborou o projeto terá que provar tecnicamente que Cornélio Procópio é o local cero para instalação do curso e a sua viabilidade neste momento de vacas magras”, observou um assessor.

Um ex-técnico da extinta secretária de Ciência, tecnologia e Ensino Superior foi mais um a destacar que a criação do curso de Medicina em Cornélio Procópio foi um ato mais político que técnico e não descarta a possibilidade do novo governo revogar o decreto. Ele destaca também o alto curso de implantação do curso num momento em que Ratinho Junior corta despesas em áreas que pode afetar sua popularidade.

Os prefeitos da Amunorpi e as lideranças do Norte Pioneiro querem que o novo governo aja pelo princípio da prioridade, por ser a região uma das mais carentes do Estado e o curso de Medicina alavancaria o setor de saúde, uma dos pontos mais negativos nos municípios da região.        

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