Cornélio Procópio Educação

Cornélio Procópio corre contra o tempo para garantir Medicina

Articuladores pela criação do curso querem concluir processo antes da eleição

Campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) em Cornélio Procópio
Foto: Divulgação

Uma verdadeira corrida contra o tempo. Esta é a definição de uma fonte da alta cúpula da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) para explicar a pressa com que o processo de criação do curso de Medicina está sendo elaborado. A reportagem da Tribuna do Vale tomou conhecimento de um edital assinado pelo vice-diretor do Campus de Cornélio Procópio, Ricardo Aparecido Campos, convocando os membros da Congregação para uma reunião às 17 horas desta quarta-feira (5) no PDE da unidade, visando apresentar o projeto pedagógico para o curso de Medicina. Em tempo recorde, segundo a fonte consultada.

A pressa em concluir os estudos para implantação do curso está causando estupefação nos dirigentes mais moderados da instituição. Segundo a reportagem apurou, querem concluir todo o processo antes das eleições de 7 de outubro, o que está sendo visto como manobra para vitaminar as candidaturas de Cida Borguetti, que concorre à reeleição ao governo; Alex Canziani (PTB), deputado federal e candidato ao Senado; e, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), deputado estadual que concorre ao mesmo cargo.

Romanelli e Canziani se autodenominam como os articuladores da criação do curso. Coube à governadora assinar a autorização para o início da realização dos estudos visando à consolidação do projeto.

“Nunca vi nada semelhante! Estou assustado com a velocidade com que estão tratando este projeto. É visível que querem deixar tudo pronto antes das eleições, porque temem que se outro candidato ganhar a eleição ao governo o projeto acabe engavetado”, assinalou um dirigente em depoimento à reportagem sob garantia de sigilo.

A Tribuna do Vale apurou que a consolidação do projeto que cria o curso de Medicina no Campus de Cornélio Procópio depende do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE), que é composto pelos diretores dos três campi da UENP, os coordenadores de cursos e os pró-reitores de graduação, pós-graduação e extensão, que tem representantes dos professores e alunos.

Dentro da universidade ninguém duvida da criação do curso no campus de Cornélio Procópio, principalmente porque haveria um acorde entre esta unidade e o campus de Bandeirantes, que estariam sendo privilegiados com a distribuição dos recursos canalizados à instituição.

Na região de Jacarezinho há um clima de insatisfação, dentro e fora da UENP. Entre acadêmicos e professores há uma sensação de discriminação e até de sujeição à vontade dos dirigentes das unidades de Bandeirantes e Cornélio. Vale lembrar que a reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, é de Cornélio Procópio.

Entre as lideranças do Norte Pioneiro há um clima de revolta, como foi externado pelo prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSC), quando do anuncio da instalação do curso de Medicina em Cornélio Procópio. “O Norte Pioneiro está abaixo de sola de sapato”, esbravejou, não escondendo sua revolta pela atuação dos deputados Luiz Romanelli e Alex Canziani, articuladores do movimento que garantiu o curso em Cornélio Procópio.  


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